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HHO para iniciantes

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1 HHO para iniciantes em Sex 19 Abr 2013, 09:00

Vou dar um resumo do HHO, segundo minha concepção:

A ideia é fazer um motor aproveitar mais a energia da gasolina (vou me referir ao combustível principal como gasolina, mesmo podendo ser álcool ou GNV) transformando-a em mais movimento mecânico do que normalmente faz. O HHO não entra como fonte de energia e sim como um aperfeiçoador de como o motor transforma a energia térmica da gasolina em energia mecânica.

Como fazer essa mágica de transformar um motor em outro mais eficiente com apenas um gás especial, chamado HHO? Para isso tu tem de conhecer as perdas que um motor faz com a energia térmica da queima da gasolina, para reduzi-las, via HHO, fazendo o motor render mais com menos combustível.

Perdas de energia térmica no motor (energia térmica que não vira movimento no motor):

Para começar, se um motor térmico fosse 100% eficiente ele não esquentaria e nem soltaria ar sob pressão na descarga, nenhuma energia escaparia dele a não ser no movimento do motor. Isso é impossível de várias formas, são as perdas que queremos encontrar e tentar reduzir algumas.

Perdas por atrito:

Todo mundo conhece e sabe que tentamos reduzir isso com projetos inovadores, menos peças em atrito, e um bom óleo para o motor.

Perdas por aspiração de ar:

Num motor a combustão o ar tem de ser aspirado pelo cilindro, visto que ele é quem fornece o oxigênio para combustão. Como nos motores Otto se costuma usar uma mistura perfeita de oxigênio e combustível (chamada de estequiométrica), uma quantidade de ar tem uma quantidade certa de combustível que lhe será misturado. Pela quantidade de ar aspirado eu sei quanto combustível foi gasto e pelo combustível consumido eu sei quanto ar foi aspirado.

Sabemos que a quantidade de combustível define a energia térmica que será liberada no motor, então para controlar a potência de um motor Otto se regula a quantidade de ar que é admitida no motor. Se entra muito ar, terá muito combustível, que liberará muito calor e muita energia, o contrário também e verdade. Quem faz esse controle da entrada de ar no motor é a “borboleta” ligada (de alguma forma) ao pedal do acelerador, fechando e abrindo a garganta do motor para o ar atmosférico.

É só pensar um pouco e veremos que com a borboleta toda aberta a restrição a entrada de ar é a mínima que esse motor possui, o contrário também é verdade. O movimento do pistão na sucção do ar cria um vácuo que e tanto maior quanto mais restrição a passagem do ar tiver, ou seja, para pouca aceleração o vácuo na admissão do motor é enorme em relação ao vácuo com aceleração máxima.

Preciso dizer que vácuo freia o motor? Pode ter certeza que um motor totalmente acelerado converte mais energia térmica em movimento por eliminar o freio do vácuo na aspiração do ar.

Nota: Quando me referi a "acelerado" eu me referi ao ato de apertar todo o acelerador e não de estar na velocidade máxima.

Perdas térmicas no bloco do motor:

Isso é fácil, se calor sai do motor, esse calor não virou movimento mecânico, mas é impossível ter um motor frio.

O calor do motor é essencial para vaporizar a gasolina que entra atomizada em micro-gotas e não na forma de vapor na câmara de combustão. Um motor frio não vaporiza a gasolina e esta não queima, pois quem queima é vapor de gasolina e não gotículas de gasolina. Um motor frio absorve calor da combustão e pode apagar essa combustão antes dela fazer seu trabalho ou reduzir seu efeito.

Se um motor pudesse trabalhar frio seria ótimo, mas não é o caso dos nossos motores. Só que ele não precisaria esquentar tanto para funcionar, tanto que existe um sistema só para resfriar o excesso de calor do motor. Se reduzirmos um pouco o calor do motor, então o sistema de arrefecimento nem precisaria trabalhar ou trabalharia menos, mantendo apenas o calor essencial aos nossos motores.

Essa perda de energia se dá pelo bloco do motor ficar tempo demais exposto aos gases super quentes da combustão, drenando seu calor e energia.

Perdas térmicas no escapamento:

Se o bloco do motor perde energia na forma de calor, que dizer de toda energia jogada fora nos gases super quentes do escapamento e em alta pressão?

Um fato interessante acontece no pistão, quando apertamos ar rapidamente no pistão, este ar esquenta transformando energia mecânica em energia térmica, só que o reverso também é verdade e é esse reverso que empurra o carro. Quando o pistão desce sob ação da pressão superior que existe dentro dele, em razão da energia térmica dos gases da queima, esses gases esfriam na proporção da energia mecânica gerada. Se esse pistão fosse enorme e de distendesse até que a temperatura dentro do pistão se reduzisse a ambiente, então ele teria transformado toda energia térmica em mecânica (retirando a energia térmica perdida para o bloco do motor).

Então quanto mais frio estiverem os gases depois que o pistão chegou ao PMI (ponto morto inferior), mais energia térmica virou energia mecânica (novamente subtraindo a energia térmica perdida para o bloco do motor). Só que isso depende do projeto do motor e a diferença entre o espaço no pistão entre o PMS e o PMI, chamado de “taxa de compressão”.

Se você tem um motor que no PMS (ponto moto superior) só tem um volume de 12,5ml e no PMI tem um volume de 250ml, isso significa taxa de compressão de 20x e esse motor converterá mais energia térmica em energia mecânica que um motor com taxa de compressão de 10x (25ml em PMS e 250ml em PMI).

Perdas na saída de alta pressão do escape:

Se existe energia que pode mover alguma coisa com a pressão, digamos vento, que sai do escapamento do motor, então a mera pressão dos gases é uma porção de energia perdida. Claro que é quase inevitável evitar essa perda e me parece a menor de todas. Está aqui só para constar.


Como o HHO pode reduzir algumas dessas perdas?

Primeiro vamos definir o que deveria ser o HHO. O HHO deveria ser uma mistura de 2 porções de gás hidrogênio com uma porção de gás oxigênio, oriundos da decomposição da água por eletrólise. Somente isso e sem vapor ou outro contaminante! Deveria, mas não é, mas pensemos que seja.

A vantagem do HHO deveria ser queimar com muito mais rapidez que a gasolina.

Eu costumo fazer a comparação de fazer um churrasco. Você precisa acender o carvão na churrasqueira para queimar a carne. Isso demora, para facilitar tu molha o carvão com álcool e acende o carvão alcoolizado, ainda põe um ventilador para dar mais oxigênio e acender ainda mais rápido. Tu até pode ficar com um foguinho tentando acender o carvão, sem truques, mas vai demorar.

Numa comparação o carvão seria a gasolina, o álcool seria o HHO e o ventilador uma mistura pobre de combustível e com excesso de ar (oxigênio).

Pense o seguinte, para nós uma queima dentro de uma câmara de combustão de um motor pode parecer muito rápida, mas quando se está rodando a milhares de rotações por minuto não é tão rápida assim a queima da gasolina. Isso tanto é verdade que o motor tem que adiantar o acendimento da mistura para antes do PMS, senão a gasolina ainda estará queimando quando o motor já está quase no PMI.

Se tu consegue algum jeito da gasolina se queimar no exato instante que passa pelo PMS do pistão, instantaneamente, sem atrasos, tu tem as seguintes vantagens:

A pressão que empurra o pistão para baixo fica disponível, com toda sua força, no momento de descida do pistão. Isso permite que esse curso de descida seja de pura transferência de energia térmica para mecânica, esfriando os gases nessa transferência, empurrando mais rápido. Mais energia térmica vira energia mecânica e menos tempo as paredes do motor tem para roubar o calor dos gases, lembre-se que parte da energia térmica se perde esquentando o bloco do motor. Novamente, por não existir adiantamento no acendimento da mistura, então menos tempo os gases quentes ficam em contato com as paredes do cilindro lhe transferindo calor e esfriando os gases.

Eu ganho com menos perda na transferência de calor para o bloco do motor e na prontidão da pressão no momento certo para que a descida do pistão seja somente para expansão dos gases e conversão de energia térmica em mecânica e o consequente resfriamento dos gases.

Como adicional o menor tempo de existência de gases quentes dentro do pistão reduz o poluidor Nox.

Outro adicional é que a gasolina nunca queima completamente no motor, como demora muito para queimar, parte dela ainda está queimando quando o pistão já desceu demais e acaba apagando a mistura. Essa perda de combustível e vista na carbonização interna do motor e externa da descarga, além do poluidor e mortal gás CO (monóxido de carbono). Uma queima mais rápida, instantânea, reduziria esse combustível não queimado que vira carbonização e monóxido de carbono.

Tem mais um detalhe, a taxa de compressão:

A motivo de carros de ciclo Otto não usarem maiores taxas de compressão é que a gasolina não aguenta muita compressão no motor sem detonar, causando a famosa batida de pino. Isso acontece quando na fase de compressão da mistura combustível, ignição adiantada, começa a queima da gasolina ainda na subida do pistão provocando um aumento significativo da pressão que faz uma explosão indesejada acontecer, como uma pancada, dentro do pistão. Isso estraga o motor com o tempo e deve ser evitado.

Um motor foi feito para queimar a gasolina e não para detona-la em um instante.

Para evitar isso (detonação) se tenta colocar aditivos a gasolina para torna-la mais resistente a detonação (aumentar a octanagem), acertar (diminuir) o avanço da ignição para evitar a detonação causando que a queima da gasolina só termine mais tarde do que devia (já comentado). Também se reduz a taxa de compressão do motor. Isso não é bom, mas é necessário.

Reduzir a taxa de compressão do motor é a forma mais certa de reduzir sua eficiência de converter energia térmica em energia mecânica. Uma triste consequência para manter teu motor saudável por mais tempo.

Se pudermos reduzir o tempo de queima da gasolina, então a correção contra a detonação seria menor. Reduziria o avanço na ignição sem deixar combustível sem queimar e nem pistão detonando. Uma coisa puxa a outra e poderíamos aumentar a taxa de compressão do motor e a eficiência energética do mesmo na mesma tacada.

Tempo menor de queima leva a avanço de ignição menor, avanço de ignição menor que reduz o risco de detonação, risco reduzido de detonação que permite aumentar a taxa de compressão, aumento da taxa de compressão que aumenta a eficiência energética do motor.

Percebe que não é só injetar o HHO na porção certa, mas também acertar o tempo de avanço da ignição e aumentar a taxa de compressão que essa correção anterior tornar possível.

Então eu reduzi um pouco a perda de calor para o bloco do motor, melhorei a eficiência energética do motor com a aumento da taxa de compressão, que deixa os gases de saída mais frios. Não reduzi as perdas pelo vácuo da aspiração do ar e nem as perdas por atrito, mas já fiz uma grande coisa.

HHO é mistura pobre:

No exemplo da churrasqueira se usou mais que álcool (que simbolizava o HHO), se usou um ventilador que simboliza a mistura pobre.

Normalmente se faz uma mistura de ar-combustível exata para que não sobre oxigênio no ar aspirado e nem combustível sem queimar. Se sobra oxigênio depois da combustão, dizemos que a mistura estava “pobre” em combustível. Se sobra combustível depois da combustão, dizemos que a mistura estava “rica” em combustível.

Sem muitos detalhes a mistura pobre pode ser comparada com o ventilador em cima do carvão. O fogo se intensifica, o carvão certamente está se queimando mais rápido e até faz uma labareda. Imagina-se que o mesmo aconteça numa mistura pobre. Tudo isso, no exemplo da churrasqueira e da mistura pobre, se deve ao excesso de oxigênio.

Nesse caso a mera mistura pobre poderia fazer a gasolina queimar mais rápido e obter o mesmo efeito que eu descrevi para o HHO no tópico anterior (Como o HHO pode reduzir algumas dessas perdas?). Ou ainda a mistura dos dois métodos, HHO e mistura pobre, poderiam agir em conjunto, como na churrasqueira, para melhorar ainda mais o efeito.

Mundo da fantasia!

Infelizmente parece que não existe HHO suficiente para que o descrito acima aconteça, dizem que mistura pobre pode quebrar o motor por super aquecimento e outros problemas, deixando minha argumentação anterior quase vazia.

Como o HHO não vem de um cilindro pronto, como ele é feito na hora com gasto considerável de energia, não podemos fazer mais que poucos litros de HHO por minuto e parece que isso não seria suficiente. Nesse caso teríamos que usar um cilindro de gás hidrogênio pressurizado, para não debitarmos toda economia que conseguimos do hidrogênio na formação do próprio gás na eletrólise, com saldo energético zero, ou até aumentando o consumo.

Para se ter uma ideia, um carro para andar somente com gás hidrogênio precisaria de mais de 200 litros por minuto, que num gerador de HHO a 12V gastaria mais de 2000 amperes para produzir. Então se eu disser que para o HHO funcionar precisaríamos de uns 10 litros por minuto, que consumiria 100 amperes do carro, talvez tu perceba que 10 litros por minuto de HHO não é muito para o motor e que 100 amperes é muito para a carro gerar, além do custo de energia (combustível) que se tem ao gerar 100 amperes com 12V.

Mais ainda tem um último fôlego de esperança para o HHO, se chama ignição!

A última esperança se apagou:

Quando a vela de ignição acende a mistura, ela demora a se propagar, essa ignição é um ponto minúsculo que cresce e quanto maior, mas gasolina será iniciada na combustão. A tempo que demora para que esse ponto de gasolina iniciada (ignitada) na combustão se transforma numa bola de energia maior e que realmente faça a gasolina queimar rapidamente, novamente, é tempo precioso perdido. Muita pesquisa tem sido feita para dar uma ignição mais forte, com uma área inicial maior, na tentativa de fazer a iniciação da combustão começar mais rápido.

Reduzir o tempo entre a faísca e a real ignição da gasolina, esse é o objetivo!

Colocar velas mais potentes, com descargas elétricas mais fortes, múltiplas faíscas, espaçamento maior entre os eletrodos da vela para uma faísca maior, ignição a plasma, ignição a laser, não faltarão soluções a aparecer e já aparecendo nesse sentido.

Novamente, uma ignição mais rápida reduz o tempo de queima da gasolina que ligado a tudo que já foi dito pode melhorar o aproveitamento energético do carro. Pelo menos o papel de vela potente o HHO pode fazer? Aparentemente sim!

Se a quantidade de energia liberada na queima do HHO é muito ínfima para acelerar a combustão por conta própria, esse valor não é pouco para acelerar a iniciação da combustão, como uma super vela. Talvez não faça tudo que pretendíamos, mas a energia de 1 LPM de HHO é muitas vezes maior que a energia que a vela usa para acender a mistura combustível.

Agora vem o problema:

O HHO só é rápido para queimar quando está puro, misturado e diluído num espaço enorme (para a ínfima quantidade que é gerado) ele pode sequer acender antes da gasolina, sendo acendido pela gasolina e não o contrário. Isso acaba com sua função.

Outro detalhe é que para o hidrogênio acender exige-se uma quantidade mínima e máxima de gás hidrogênio em proporção ao ar que o dilui. Infelizmente a quantidade de ar que entra na câmara de combustão dilui o gás hidrogênio (componente ativo do HHO) para frações impossíveis para que ele acenda. Isso faz o cenário da gasolina acender uma ínfima porção de HHO, ao invés do contrário, ser a realidade cruel que acaba com carros auxiliados por meros 1 ou 2 LPM de HHO.

Se o hidrogênio do HHO não consegue efeitos com 1 LPM de HHO, até mesmo num ridículo motor 1 litro, então o que poderia estar dando resultados para alguns?

O que pode realmente estar funcionando no HHO

Para nossa sorte o HHO não vem puro, vem cheio de vapor d’água, vem cheio de aparelhos auxiliares, talvez o HHO seja apenas o garoto propaganda enquanto mistura pobre e vapor d’água carregam pedra, fazem o trabalho.

Lembram-se que uma das perdas de energia no motor era o vácuo na admissão de ar para o motor? Quanto mais fechada a borboleta, mas vácuo e perdas desse tipo existe para o motor. Mas quem vive com o pé em baixo no acelerador ao máximo que pode e num momento que essa ação não é para acelerar e não existe uma freada logo a seguir?

Acredite, se tu estiver em velocidade de cruzeiro e numa marcha que tu tem que pisar o acelerador até o fim, sem muitas freadas pela frente, tu estará no momento de maior economia no seu carro. Vou só fazer uma ressalva para o arrasto aerodinâmico que pode estar, também, roubando potência do carro e do motor.

Se tu utilizar mistura pobre, tu precisará acelerar mais para ter a mesma potência que antes. Naturalmente tu ficará mais vezes na situação de pé em baixo em velocidade de cruzeiro, evitando o freio do vácuo do motor. Se tu aliar a isso a possibilidade de uma queima mais rápida por excesso de oxigênio que a mistura pobre pode dar, então a parafernália associada ao HHO, para empobrecer a mistura, pode estar fazendo o milagre.

Vale lembrar que existe um mito que mistura pobre quebra motor, sempre vale a pena tomar cuidado com isso, vá que...

Outra forma de reduzir o freio a vácuo da entrada de ar é o vapor que vem junto com o HHO. Sob forte vácuo a água evapora até em temperatura ambiente. Somado isso ao intenso borbulhamento que ocorre na produção do HHO, podemos estar transformando a parca produção de HHO de 1 LPM na bancada em estonteantes 10 LPM de HHO cheio de vapor. No caso seria 1 LPM de HHO + 9 LPM de vapor. Entenda que esse vapor vai ocupar espaço e diminuir o vácuo, consequentemente reduz a freada que o vácuo da entrada de ar produz.

Então pode ser que um motor mais fraco, que fica com a borboleta mais aberta, além de muito vapor d’água, mais não demais senão apaga o motor, pode ser essa a real vantagem do HHO. Se for assim, vapor e mistura pobre fazem o serviço e o hidrogênio leva a fama.

Se for assim, tu não precisa de HHO, somente empobrecer a mistura numa proporção segura e injetar, talvez, um pouco de vapor d’água.

Conclusão:

O HHO é uma ótima ideia que provavelmente não funciona.

Talvez seja melhor usar uma mistura pobre, mas de forma segura, que usar HHO.

O vapor d’água é um candidato melhor para a suposta melhora, que o HHO.

O mais provável é o efeito placebo em quem compra e a esperteza do vendedor de empurrar uma crença para quem já é crente. No caso crente em HHO.

Se uma pesquisa séria, que eu ainda gostaria de fazer na vida, provar que HHO funciona pela ação do hidrogênio, isso me será um espanto e uma grande satisfação.

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2 Re: HHO para iniciantes em Sex 19 Abr 2013, 10:22

Uma sugestão para iniciantes e iniciados

O HHO não deve ser testado primeiro em um carro! Primeiro temos de aprender os princípios que governam isso em um motor menor e na bancada, como um pequeno gerador de 4 tempos. Depois de aprender como isso funciona poderíamos passar para um motor ainda pequeno, mas que anda por ai, iríamos para uma moto. Só depois dessas duas fases colocaríamos isso em um carro grande, de preferência que não fosse o mesmo carro que pretendemos usar no final de semana com a família.

Colocar isso direto no seu carro, muitas vezes único carro e sob financiamento, se der alguém problema terá consequências muito mais sérias. Só se coloca no seu carrinho de uso pessoal equipamentos testados, certificados, garantidos, enfim, de confiança que não é o caso do HHO.

Se tu fosse médica pesquisadora, tu faria um remédio experimental e aplicaria direto no primeiro paciente humano que aparecesse? Não dá para aplicar num rato, macaco, para depois aplicar num humano? Sem querer entrar em discussões de proteção animal, a ideia com o HHO, pra mim, seria essa, com a vantagem de que as cobaias seriam motores menores não seres vivos.

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3 Re: HHO para iniciantes em Sex 19 Abr 2013, 10:25

Leitura indispensável. Muita coisa boa nesse tópico!

Eu aconselho a ler esse tópico, que foi contaminado por assuntos não relacionados, mas no início dará uma ideia do que é o fenômeno HHO. Se tiver paciência leia até o fim que até alguns assuntos contaminantes (fora do contexto do título do tópico) são interessantes:

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4 Re: HHO para iniciantes em Sex 19 Abr 2013, 10:28

Eletrolise da água


É importante saber que nem toda eletrólise em meio aquoso é eletrólise da água. Por mais que gere gás hidrogênio no eletrodo (-) pode não estar gerando somente gás oxigênio no eletrodo (+) ou nem estar gerando oxigênio algum, pode estar sendo gerado outra coisa no eletrodo (+).

Então o que eu vou explicar é sobre eletrólise da água e qualquer variação no método explicado também pode fazer eletrólise da água, mas eu não garanto. Daqui em diante não me referirei mais a eletrolise da água, por ser cansativo e repetitivo, apenas falarei em eletrólise e todo mundo já sabe que é somente sobre eletrólise da água a que me refiro.

Para começar, a eletrólise da água decompõe a água nos seus gases constituintes, que são duas porções de gás hidrogênio para uma porção de gás oxigênio. A água foi gerada, em um passado remoto, pela queima desses dois gases. Poderíamos, numa simplificação, dizer que a água são as cinzas de uma combustão passada e que a eletrólise ressuscita, das cinzas, os gases anteriores a queima.

Sendo assim, não é difícil entender que se na queima do gás hidrogênio com o oxigênio foi liberado energia, então na recuperação das cinzas (a água) dessa combustão para recompor os produtos originais (hidrogênio e oxigênio), eu tenha que devolver essa energia perdida para as cinzas (água).

A eletrólise é uma das formas de energizar a água para que ela se decomponha em seus gases originadores. No caso, entramos com energia elétrica e a transformamos em energia química nos gases gerados.


Energia para água eletrolisar


Primeiro ponto, quanta energia a água já possui no momento da eletrólise? Isso é definido pela temperatura da água. Por isso se diz que a água se decompõe com 1,23V em “condições normais de temperatura e pressão” ou CNTP (consulte que condições são essas na internet, mas pode considerar que seja parecida com as do seu laboratório).

Bem, se tenho que para separar uma molécula de água eu preciso de 1,23V em CNTP, mas e quanto a amperagem? É sabido que a energia elétrica gasta, contada em Watts por hora, vem do Watt que é a multiplicação da amperagem pela voltagem, durante uma duração de tempo. Então, só podemos definir uma voltagem variável para complementar a energia que falta para água voltar a ser hidrogênio e oxigênio se a amperagem for fixa e realmente é. Sempre será gasto apenas 2 elétron de corrente para eletrolisar 1 molécula d’água.

Como é muito chato medir as coisas em quantidades tão pequenas, vamos usar uma quantidade muito grande e que deixa elétrons e moléculas numa quantidade perceptível para nossos instrumentos comuns. Usaremos o MOL! Do mesmo jeito de 12 coisas é uma dúzia de coisas, um mol de qualquer coisa é um número enorme de coisas (que não quero procurar o valor exato para colocar aqui). Para se ter uma ideia, o universo inteiro tem menos de 1 MOL de estrelas e 1 MOL de moléculas d’água ocupam 18ml.

Uma coisa vale apena saber: 1 Mol de qualquer átomo tem seu peso em gramas igual ao número de massa desse átomo. Ex: A massa atômica do hidrogênio é 1 e a do oxigênio é 16, então numa molécula d’água com 2 átomos de hidrogênio e 1 átomo de oxigênio o somatório de suas massas dão 18. Sabendo disso eu posso dizer que 1 Mol de moléculas d’água pesam exatos 18g. Por outros métodos sabemos que 1 Mol de água ocupa um espaço de 18ml. A coincidência entre volume e peso não se repete para outros compostos químicos, por exemplo, 1 mol de moléculas de hidrogênio pesa 2g e pode ocupar até 25litros.

Nota: Um Mol de átomos de hidrogênio pesa 1g, mas eles não vivem sozinhos e sim em pares formando uma molécula de hidrogênio onde um mol pesa 2g. Um Mol de átomos de oxigênio pesa 16g, mas eles não vivem sozinhos e sim em pares formando uma molécula de oxigênio onde um mol pesa 32g. Nos dois casos, por serem gases, 1 mol de qualquer gás ocupa perto de 25 litros em temperatura e pressão ambiente (dependente de temperatura e pressão).

Outra medida interessante é que 1 mol de elétrons (ou 1 Faraday, não confundir com Farad) é equivalente a 96485 Coulomb. Também é interessante saber que se passar por um condutor elétrico 1 Coulomb por segundo, isso significa uma corrente de 1 ampere.

Percebeu que podemos calcular a quantidade de energia elétrica que teremos que dar a molécula d’água para fazê-la desqueimar-se em seus gases originais? Precisaremos de 2 mol de elétrons, sob 1,23V, nas CNTP, para eletrolisar (desqueimar) 1 mol de moléculas d’água, gerando 1 mol de gás hidrogênio e ½ mol de gás oxigênio.

Como 2 mol de elétrons são 192970 Coulomb, que equivalem a 192970 amperes se gastados em 1 segundo, se eu multiplicar isso por 1,23V para achar a potência elétrica gasta nesse segundo de transformação de 1 mol de água em HHO, transformação total, que pode gerar uns 37,5 litros de HHO, isso dá 237353W ou 237,353kW/s. Dividindo 237,353kW por 37,5 litros de HHO (1,5 Mol de HHO) teríamos 6,329 kW/s por litro de HHO. Se usarmos um tempo maior, digamos 1 minuto, para gerar esse litro de HHO poderíamos mudar essa medida para 105,5W/minuto ou 86 amperes sob 1,23V.

Nota 1: 1 Mol de gás sob 1 ATM e uns 31,5°C, ocupa 25litros. Como 1 Mol de água gera 1 Mol de gás hidrogênio mais ½ Mol de gás oxigênio, num total de 1,5 Mol de HHO, então 1 Mol de água gera 37,5 litros de HHO nas condições citadas.

Nota 2: A amperagem para gerar 1 mol de HHO por um intervalo de tempo é fixa. Ex: Para gerar 1 LPM (Litro Por Minuto) de HHO, seco e puro, em 30,68°C e 1 ATM, se gasta exatos 86 amperes.

Nota 3: A voltagem para eletrólise depende da temperatura inicial da água e outros fatores, discutidos depois, que vão ditar a quantidade de energia elétrica gasta e a eficiência do processo.


Outros fatores que aumentam o valor da voltagem na eletrólise


Quanto mais energia térmica existir na água, menor será a voltagem necessária para eletrólise; quanto menor for a resistência elétrica da água, menor será a voltagem necessária para eletrólise da água; quanto menor for a sobretensão do eletrodo, menor será a voltagem necessária para eletrolisar a água.

Esses fatores acima definem a voltagem que realmente é empregada para fazer a eletrólise.

Supondo que estamos em CNTP, então apenas 1,23V deveriam ser necessários para fazer a eletrólise da água e teríamos um rendimento de 100% no processo. Isso significa que a energia elétrica gasta no eletrólise foi totalmente transformada em energia química nos gases da eletrólise e não houve aumento de temperatura da água. Também significa que quando esse HHO for queimado, devolverá, na forma de energia térmica, a mesma quantidade de energia elétrica gasta durante a eletrólise, mas se for medida até a temperatura/pressão da água resultante igualar a temperatura de eletrólise originadora. Isso não acontece, sempre existirão perdas, essas perdas se traduzem em um aumento da voltagem (1,23V em CNTP) para valores maiores e que dependem dos fatores atrapalhantes da eletrólise.

O que atrapalha?

Em condições utópicas, poderíamos ter dois eletrodos tão próximos que só caberia uma única molécula d’água entre eles. Nesse caso a tensão de 1,23V entre os eletrodos poderiam torcer a molécula d’água para uma posição onde o lado (-) da molécula se virasse para o eletrodo (+) e vice-versa (procure por água molécula polar). A agitação térmica acabaria levando a molécula para perto de um dos eletrodos e este poderia arrancar um elétron da molécula d’água ou ceder 1 elétron para ela. Isso separaria a molécula d’água em um íon de sinal oposto e um radical neutro. O íon seria empurrado para o outro lado, em direção ao outro eletrodo, onde perderia sua carga elétrica transformando-se em outro radical neutro. Quando a próxima molécula d’água sofresse a mesma decomposição, então já teríamos os radicais químicos necessários para dizermos que uma molécula d'água sofreu eletrólise e os radicias podem fazer uma molécula de hidrogênio e 1/2 molécula de oxigênio.

Perfeito, nessas condições utópicas o rendimento foi de 100% e não precisamos de nada que tornasse a água condutiva, fizemos eletrólise com moléculas neutras de água. Mas isso não é o que acontece de verdade.

Na verdade os eletrodos estão enormemente separados para distâncias moleculares, então a molécula da água até se torce em direção aos eletrodos (polariza), mais não se movimenta até eles porque nessa distância enorme entre eletrodos as moléculas são neutras eletricamente e não tem a menor motivação para ir para um eletrodo ou outro. Digamos que os dois eletrodos as puxam e empurram com forças iguais, mantendo-as em suas posições, somente polarizando (torcendo) a água. Como fazer a eletrólise assim?

Felizmente a natureza nos deu um condutor químico, já citado, chamado íon, que são moléculas, ou parte delas, que tem uns elétrons a mais ou a menos. Normalmente na contagem final dos íons sempre existirá o mesmo número de íons (+) e (-) que se neutralizem mutuamente e deixa a solução neutra eletricamente. Esses íons podem e são atraídos e se movem em direção ao eletrodo de polarização contrária. Além disso são como fios moleculares que ligam um íon (-) que está junto ao eletrodo (+), a outro íon (+) que está junto ao eletrodo (-), fechando o circuito elétrico.

Para cada elétron cedido por um íon(-) ao eletrodo(+), outro elétron vindo do eletrodo(-) é transferido a um íon(+). Quando isso acontece, novamente, quem perdeu sua carga, ou os íons que se descarregaram, deixam de ser íons e viram radicais químicos instáveis e doidos para fazerem uma união química que os estabilizem. Novos íons os substituirão na condução da corrente elétrica e o processo se perpetua. O importante é saber que a eletricidade já transferiu sua energia para esses radicais químicos nesse momento, radicais químicos que irão virar as futuras moléculas de oxigênio e hidrogênio.

Como os radicais químicos (íons que descarregaram sua carga elétrica) transformam-se nos gases hidrogênio e oxigênio?

Os radicais químicos (OH) hidroxila que foram oriundos dos íons da água (OH-) hidroxila, vão, num primeiro momento, reagir em dupla formando uma molécula d’água e outro radical (O), ou um átomo de oxigênio; depois que outro radical (O) for gerado, então os dois radicais (O) se unem e formam uma molécula de oxigênio. Os radicais químicos (H) hidrogênio oriundos dos íons da água (H+) hidrônio, vão se unir em pares, de primeira, formando uma molécula de hidrogênio.

Bem, e as perdas que aumentam a voltagem necessária?

Lembrasse que os íons se movimentam em direção ao eletrodo? Isso gasta energia, produz atrito, gera calor e desperdiça parte da energia gasta na eletrólise. Um pequeno aumento na voltagem é necessário para mover os íons.

Quando os íons chegam no eletrodo, eles não entregam sua carga elétrica tão facilmente. É como se íon e eletrodo se estranhassem é uma voltagem, chamada de sobretensão, fosse necessária para que um fizesse as pazes com o outro e a transferência de carga elétrica acontecesse.

Além dessas duas perdas, temos a já comentada voltagem necessária para eletrólise que é a de 1,23V em CNTP.

Some essas 3 voltagens e terá a real voltagem necessária para eletrólise.

Voltemos a voltagem que faz os íons andarem dentro da água em direção ao eletrodo. Comparemos a água com poucos íons com um fio fino e a água com muitos íons a um fio grosso. Sabemos que fios finos possuem maior resistência elétrica e precisam de mais voltagem para conduzir a mesma amperagem que um fio grosso, que tem uma resistência elétrica menor. O mesmo acontece com a quantidade de íons disponíveis na água, se forem poucos vão precisar de muitos volts para conduzir a mesma corrente e desperdiçarão essa energia em calor, se forem muitos conduziram a corrente com menos voltagem e desperdiçarão menos calor. Se um fio é longo ele tem maior resistência que um fio curto, se a distância entre eletrodos for grande, então o os íons serão como fios longos e vice-versa.

Resumindo, distância entre eletrodos e concentração de íons vão definir quantos volts serão perdidos nessa etapa de conduzir uma determinada corrente pela água.

A voltagem de sobretensão do eletrodo depende do tipo de íon presente na água e sua relação com o eletrodo. Se usarmos platina no eletrodo (-) e irídio (se não for esse é o rutênio, sempre me confundo) no eletrodo (+), então essa relação eletrodo/íon da água se torna perfeita e acho que essa voltagem extra se reduz a quase zero.

Ficou faltando a redução da voltagem real da eletrólise (1,23V em CNTP), esta se reduz esquentando externamente a água e lhe dando mais energia.

Se você usar pouca distância entre eletrodos (não precisa ser em escala atômica, quem sabe 0,1mm), eletrodos de platina e irídio, aquecer a água sob alta pressão, provavelmente tu terá eletrólise com um fração da voltagem que normalmente se usa.


Realidade


Não temos dinheiro para eletrodos de platina e irídio, fazer um distanciamento de apenas 0,1mm é muito complicado, não vamos fazer aquecimento externo da água e muito menos selar isso num ambiente de alta pressão. Nesse caso, tu vai operar com voltagens tão altas quanto 6V ou mais, quem sabe 12V, entre eletrodo, isso para uma produção aquém do que tu esperava. Como melhorar isso?

Convivemos com a sobretenção do eletrodo que não é muito grande e muito cara de se evitar. Usaremos eletrodos feitos de aço inoxidável austenítico, normalmente o 316L, mas com um pouco mais de corrosão até podemos usar o 304L.

Usamos um espaçamento de 1mm a 3mm, dependendo da produção feita e do espaço necessário para escoar os gases entre as placas.

Com esse aço como eletrodo, espaçamento maior que 0,1mm e apenas os íons naturais da água pura, teremos uma grande resistência elétrica e precisaremos de muita voltagem. Para reduzir a resistência da água introduziremos íons espúrios a água, mais muito bem vindos, com a adição de NaOH (soda cáustica) ou KOH (potassa cáustica). Fazemos até que a voltagem entre eletrodos se reduza a um valor mínimo que será quase somente a voltagem de eletrolise somada a voltagem de sobretensão do eletrodo, essas não vale muito apena tentar reduzir. Isso normalmente acontece entre 2V e 3V entre eletrodos. Não tão bom quanto 1,23V, mas muito melhor que 12V.

Nota: quando chegamos a uma concentração de eletrólito adicionado que não reduz mais a voltagem, não adianta continuar a colocar eletrólito, pois já chegamos aos limites da voltagem de eletrólise + sobretensão do eletrodo e não vai ser mais eletrólito que vai reduzir essas voltagens. Somente calor, pressão e eletrodos caros de platina e irídio poderiam reduzir essa voltagem agora.

Esse é o básico teórico que você precisa para aprender a fazer, ou melhorar, seu gerador de HHO. Mais tem muito mais para aprender, aprender a usar isso de forma prática, só que esses conhecimentos te tiraram do rol de pessoas que ficam buscando milagres impossíveis em um gerador eletrolítico.


Um esclarecimento que faltou (auto ionização da água)


Vimos que não haverá eletrolise sem íons para ligar eletricamente os dois eletrodos dentro da água. Mas a água é neutra, no máximo tem moléculas polares que se alinham, não se movem de lugar sob um campo elétrico. Então de onde vem os íons que promovem a eletrólise em água pura, seja com eletrodos apropriados para baixa voltagem, seja com eletrodos de aço mesmo e com voltagens tão altas quanto 12V, de onde vem esses ions? Vem da autoionização da água.

As moléculas d’água vivem dando trombadas umas nas outras, tanto mais quanto mais quente estiverem. Nessas trombadas, as vezes, mais não tão pouco assim, o lado oxigênio da molécula d’água, que é o lado mais (-), tromba com o lado hidrogênio de outra molécula, que é o lado mais (+). Acaba que o oxigênio de uma molécula d’água rouba um hidrogênio da outra molécula, mas não leva o elétron junto. Isso cria duas moléculas d’água aleijadas, ou dois íons de água, que são o íon hidroxila (OH-) e o íon hidrônio (H+). Acontece que se os íons (OH-) e (H+) trombarem, a troca se desfaz retornando a ser as duas moléculas d’água anteriores.

Enfim, íons de água (OH-) e (H+) se formam e se anulam todo tempo, tanto mais quanto maior for a temperatura, mas, sempre sobra alguns íons soltos para a eletrolise da água pura. O eletrodo de platina e irídio, ou uma voltagem alta, facilita que esses íons descarreguem suas cargas elétricas antes de se recombinarem, promovendo a eletrólise na água pura.

Como funciona os íons adicionados através de NaOH ou KOH?


Quando colocamos uma substância que a água dissolve em íons, como foi a água a responsável por dissolver a substância em íons, então eles não se recombinam para formar a substância original até a água ficar tão saturada dessa substância que já não consegue mais dissolvê-la, ou até secar a água. Nesse caso teremos íons eternos flutuando na água.

Esses íons espúrios vão ser o fio químico que vão ligar um íon de água (H+) perto do eletrodo (-) a outro íon oposto de água (OH-) perto do eletrodo (+). Feito isso, a voltagem necessária para impedir que esses íons de água se recombinem com seus opostos que estiverem por perto, será reduzida como se os eletrodos estivessem com um distanciamento molecular entre si, impossível fisicamente.

Vale lembrar que existe uma ordem de descarga de íons nos eletrodos e não podemos usar íons que sejam mais ágeis em descarregar que os íons da água.

Quando misturamos KOH na água, este se divide em dois íons, (K+) e (OH-). Claro que o (OH-) vindo de uma molécula d’água (autoionização) ou do KOH, tanto faz, sempre será um íon da água; já o íon (K+) compete com o íon da água (H+) e o (H+) ganha. Por isso usamos esse eletrólito. Algo parecido acontece com o NaOH, que se divide em (Na+) e (OH-).

Se for usado sal de cozinha (NaCl) como eletrólito, então os íons gerados serão (Na+) e (Cl-). Já sabemos que o (H+) da água vence o (Na+) do sal, mas infelizmente o (Cl-) vence o (OH-) da água é não será gerado moléculas de oxigênio no eletrodo (+) e sim moléculas de cloro.

Pode ser que o próprio eletrodo reage com os radicais gerados após a descarga dos íons, nesse caso ao invés de gerar gás oxigênio, ou gás cloro (se for usado sal), haverá a decomposição do eletrodo, talvez de forma tão completa que não produz gás algum no eletrodo (+).

De qualquer forma, mesmo usando um eletrodo quase inerte como o aço inox, sempre teremos alguma combinação entre radicais químicos (oriundos da descarga dos íons) com o eletrodo, gerando alguma corrosão. Novamente, podemos usar os caros eletrodos de ouro/platina/irídio/rutênio para evitar a corrosão.

Corrosão do eletrodo é um capítulo a parte, não sei porque o mesmo eletrodo algumas vezes corroí muito rápido e outras vezes quase não se nota corrosão, podendo ser usado por meses sem notar. Uma coisa é certa, quanto mais colorido de marrom ficar seu eletrólito, mas corrosão está sendo gerado. Eletrolise sem corrosão não muda a cor da água, que ficará para sempre límpida, com ou sem o uso de eletrólito será assim.



Última edição por ET-e-HHO-existe em Sab 20 Abr 2013, 22:12, editado 12 vez(es)

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5 Devo investir no projeto ou não em Sex 19 Abr 2013, 15:40

sinhamoca


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Bom dia,

li todo o seu estudo e concordo com diz, mais devo levar adiante o meu estudo e projeto do gerador de hidrogênio? porque as pessoas dizem que economiza de 20-60%? será que houve mudança, devemos investigar? o que fazer então?

Bom posso fazer um teste com minha moto kripton yamaha 2012 115cc para ver se realmente funciona antes de colocar no meu carro.

Daqui a pouco lhe apresento o projeto detalhado.

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6 Re: HHO para iniciantes em Sex 19 Abr 2013, 20:23

sinhamoca escreveu:Bom dia,

...devo levar adiante o meu estudo e projeto do gerador de hidrogênio? porque as pessoas dizem que economiza de 20-60%? será que houve mudança, devemos investigar? o que fazer então?
...

Se eu tivesse equipamento e dinheiro, eu faria todo o levantamento experimental que validasse ou condenasse o HHO, depois postaria aqui o resultado. Isso é minha disposição com o HHO.

Uma coisa eu não faria, não colocaria no meu carro de uso pessoal, pois não quero encrencas na hora que quiser sair com o carro.

Para mim fazer qualquer alteração na forma do meu carro trabalhar, eu teria que ter certeza, não esperanças. Meu carro carrega a minha vida e de pessoas que me são queridas, não quero um motor parado no meio de uma estrada escura, numa avenida perigosa ou em uma ultrapassagem. Também não quero ter o motor do meu carro de uso pessoal escangalhado por uma aventura científica.

Isso não é só para o HHO, se encaixa também nos remapeamentos de chips, MASE, MOBMIXs, aumentadores de centelha e outros apetrechos vendidos na intensão de melhorar o motor e que não foram comprovados e nem certificados por ninguém além do vendedor do produto, ou por poucos clientes indicado por estes.

Se eu puder colocar isso num pequeno motor de bancada, tipo um gerador elétrico, poder entender o que realmente acontece com o HHO, para somente depois colocar isso em um carro cobaia, que não me leva para lugar algum importante, só usado nos testes praticamente, ai sim eu cogito a possibilidade de instalar isso num carro meu.

Claro que isso é minha visão de vida e isso não me impede de pesquisar e até desenvolver o HHO, mas não no meu carro de uso pessoal. Quem for menos cagão que eu, vá em frente e me conte os resultados. O André (ACalister) não tem medo, ele coloca tudo no carro dele para ver como fica, outra personalidade.

Não deixe de apresentar seu projeto, pode até mudar um pouco os objetivos depois na implementação, mas não deixe de participar dessa virada na Matrix energética mundial. Participe!

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7 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:21

h-roo


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Projeto de Futuro

O fim da Matrix e do Ego, tempo da escolha



Tornou-se cada vez mais óbvio que a velha matriz, a rede arconte está chegando ao fim

Muitos estão pendurados desesperadamente no antigo programa, dirigido por feridas, traumas, conclu-sões erradas de experiências passadas e uma falsa sensação do Eu ; que lhes foi incultido pela matriz.



Alguns têm tal investimento na matriz que vai demorar algumas verdadeiras lições duras para encaixá-los de volta em sua divindade

Com a nova grade, as energias 5d pressionando duramente sobre a Terra, juntamente com os véus se tornando mais finos, será mais e mais difícil para o

programa antigo continuar existindo por muito mais tempo.





Você vê como muitos tem sido manipulados, iludidos

focando o exterior em vez de seus proprios interiores deixando de cultivar amor, alegria, aceitação e aprovação. Eles tornaram-se completamente divorciados da alma e espírito, presos no ego e no falso Eu, criados pela matriz.



Estamos em um momento de escolha. Vamos escolher a espiral ascendente de ascensão à 5D, um processo interno, ou ficar com o antigo programa 3D, o processo externo do medo, da culpa e da indignidade, onde por estarmos nele falsamente vivendo, temos a impressão de segurança

Não há segurança em se pendurar demasiadamente no velho mundo, isso irá causar maior insegurança, pois o velho mundo está em colapso.

Seus banqueiros chegaram aos píncaros de sua ga-

nância, sem mais empregos e industrias para suportar seus sistemas

A indústria de guerra atingiu seu auge com armas além da imaginação , que não podem ser usadas contra inimigos, pois podem aniquilar com toda a vida no planeta.

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8 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:22

h-roo


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Os governos também atingiram os limites de cor-rupção, escravização e desserviço para com o povo.



As religiões conseguiram se separar do Criador e levar a humanidade a se separar do Criador, incapacitando a todos de fazer sua própria conexão divina

As corporações conseguiram acabar com os recursos, tanto humano quanto do planeta, nada mais havendo para explorar

Este é um desastre de enormes proporções que não nos deixa outro destino além do colapso.



E no entanto muitos desejam continuar a ser participantes de sua propria extinção.



Eles estão se agarrando desesperadamente ao velho mundo, às manipulações e a programação da matriz. Seus egos precisam do medo e da insegurança para completamente desonrar sua própria alma e espírito.

Eles na verdade acreditam que tem o controle sobre o que esta para acontecer.

Aqui está uma novidade do mundo da alma e do espírito que você não lerá nos jornais: a matrix 3D acabou, ela está em seus últimos extertores.

O Criador se cansou disto, a Terra, ela própria se cansou disso, sua alma e seu espírito se cansaram disso.



Seu Ego pensa que os negócios continuarão como sempre foram, apesar das óbvias lições recebidas de que tudo está ruindo ao seu redor.Embora esperneando e gritando, tentam continuar na ilusão.

A rede dos arcontes está sendo exposta,a progra-mação externa, a obsessão com as aparências,a aquisição material como caminho para a felicidade e a segurança estão rapidamente chegando ao final





Esta é a razão pela qual o caos, a grande revelação de tudo que estava escondido é referida como o Apocalipse. É a descoberta da verdade ao seu redor.

Aqueles que estão resistindo às mudanças,aqueles agarrados desesperadamente ao Ego,e às armadilhas externas como fonte para a segurança, felicidade, aceitação e aprovação, estão tendo as maiores provações, sofrendo ao máximo , embora sejam sofrimentos auto inflingidos



Em cada caso tem havido uma escolha e ação.Cada ação e escolha em desacordo com a alma e espírito esta tendo severos retrocessos, algumas vezes quase instantâneos.

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9 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:23

h-roo


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Alguns apegos às coisas externas são quase como um vício por metanfetaminas.Eles não conseguem se libertar, a programação é tão severa, o Ego se agarra tão firmemente que faz parecer os macacos cujas mãos são pegas em armadilhas para macacos.

Para aqueles que não conhecem a história, os caçadores pegam os macacos fazendo buracos em um coco, enchendo depois o coco com arroz.Quando os macacos agarram o arroz, não podem mais tirar a mão do coco, a menos que liberem o arroz. Alguns dentre eles não conseguem liberar o arroz, para se libertar da armadilha.



Os dias do Ego separado da alma e do espírito acabaram. Apenas a ilusão nos permite pensar que ainda podemos salvar esta realidade.A crença de que o externo nos proverá segurança é outra ilusão prestes a ser fragmentada

A consciência interior, a orientação interior e a ação sob esta orientação é a única segurança real nos dias a seguir. Isto está nos ventos, aqueles que são sensitivos, plugados no espírito, sabem disso e estão deixando os velhos caminhos para trás e criando um mundo novo.







Em alguns casos eles estão tendo que deixar amigos, família e amores para trás, não por suas escolhas, mas pelas escolhas e ações de seus amigos, famílias e amores que permanecem apegados aos velhos caminhos e ao velho mundo. Nós não podemos escolher por eles,tomar suas lições duras como devem ser.

Nós podemos apenas caminhar o caminho da alma e do espírito como um exemplo.



Pessoas estão se curando, despertando, nós devemos envolvê-los na luz até que eles possam encontrá-la por eles próprios. Isto não quer dizer que não devamos estabelecer limites e tomar duras decisões quando suas escolhas e ações trouxerem o caos, dores e sofrimentos dentro de nossas próprias vidas.

Ser um Cristo não quer dizer ser um capacho ou suportar os desejos de Egos que nos querem arrastar para os mesmos desastres que eles escolheram participar.

O príncipio de ação/reação ou karma está rapidamente acelerando com as energias de 5D pressionando fortemente a Terra. A Lei Universal está sendo forçada.

E tudo aquilo que está fora de alinhamento em escolhas e ações terá consequências, algumas tão severas quanto as ações e escolhas afetem outros.Nós não podemos fingir ignorância ou cancelar esta lei imutável.



Se a sua vida está no toillete, seu Ego levou para la com você todos seus apegos, vícios, juntamente com a programação falsa de consciência social.

Somente a alma e o espírito podem tirar você deste atoleiro. É tempo de reduzir a marcha.

Encontre tempo para refletir, fazer preces, meditar,entrar em contato com a natureza.Ela está gritando agora.

É tempo de escolher um caminho diferente.Sejam gentis uns para com os outros, para com o planeta, faça para os outros o que quer que os outros façam para você.

A Terra, ela própria , vai fazer para os outros o que fazem com ela.

O universo está cansado de nonsense, não há lugar para se esconder. É tempo para tomar a responsa-bilidade por suas escolhas e ações e como elas afetam outros e o meio ambiente e limpar toda a sujeira.

Fiquem Bem



James Gilliland

em: O Fim da Matrix e do Ego

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10 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:26

Hugo! Cadê o Jonas? O cara foi ou não foi abduzido! Será que ele ficou com vergonha de descobrirmos que ele era o ETs-NON-ECZIATEM e se escafedeu?

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11 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:26

Construção do gerador eletrolítico


Agora que já sabemos os princípios básicos que regem a eletrólise, construamos uma célula para eletrolisar a água. Vou descrever uma célula dita seca, ou dry-cell.
Como eletrodo usaremos aço 316L, ou até melhor, mas se não conseguir pode se contentar com o aço 304L.

O tamanho de cada eletrodo, ou placa, deveria depender da quantidade de gás a ser produzida, parâmetros prévios, eficiência de conversão, mas sempre acaba sendo aquele que o bolso consegue comprar. Tem quem use um quadrado de apenas 12 cm de lado e um O’ring de cano de esgoto (100mm) como espaçador. Acaba que as circunstâncias é que definem espaçadores e placa.

Idealmente deveríamos usar uma placa com vários furos na lateral, com uma junta que cobrisse esses furos, para que ao aparafusar o sanduiche de placas e espaçadores tivéssemos um conjunto firme, bem vedado, não sujeito a empenos, diferente do esquema acima com O’ring.

Como quem define a forma do gerador acaba sendo a facilidade de encontrar as partes, escolha o melhor que puder.

Imaginando que você escolheu usar O’ring de 100mm como espaçador, eu imagino que ele tenha uma espessura de 5mm, temos uma área livre entre os eletrodos para fazer a eletrólise de 78,5 cm².

As placas devem ter um furo pequeno, ou vários furinhos menores ainda, na parte inferior e na parte superior da célula e dentro dos limites internos que o O’ring define. Eles são para entrada de eletrólito e saída dos gases.

Porque não dois furos bem grandes e generosos? Tu vai pensar que é para não reduzir a área interna, não é isso, mas acontece que seria ótimo que não houvesse furo algum, pois esses furos são passagens diretas para um íon vindo da 1ª placa, energizada diretamente pela bateria, ir direto até a última placa, energizada diretamente pela bateria, sem ser barrado pelas placas intermediarias, chamadas de neutras. Isso se chama fuga de corrente (no caso corrente iônica), que faz boa parte da eletrolise acontecer diretamente entre o 1º furo e o último furo, somente na região desses dois furos, desperdiçando o restante das placas e causando uma baita corrosão local. Se você usa furos menores, até não emparelhados, tu diminui essa fuga de corrente, diminui a corrosão nos furos das placas dos extremos e aproveita toda a área das placas para fazer a eletrólise, mantendo a eficiência e o bom estado das placas.

Que quantidade de placas usar?

Primeiro tu tem que lembrar que quanto menor for a voltagem entre duas placas (eletrodos) mais eficiente será a eletrolise, já que sempre se gastará 86 amperes para gerar 1 LPM de HHO entre duas placas.

Depois tu tem que entender o truque que as dry-cell usam para reduzir a voltagem de 13,8V do carro para 2V ou 3V, se chama placas neutras.

Nota: A bateria do carro é de 12V, mas quando o carro esta em movimento a voltagem no carro sobe para 13,8V, então será essa a voltagem que tu deve considerar.

Não existem placas neutras, só placas que não recebem energia direta da bateria. Dito isso, vou lhe contar que uma Dry-cell não é uma única célula de eletrólise, mais várias, que são ligadas em série e até em paralelo. Se liga em paralelo para aumentar a área dos eletrodos. Se liga em série para diminuir a voltagem entre placas.

Imagine que tu queira 3,5V entre placas, então 13,8V dividido por 3,5V dão 4 células eletrolíticas em série. Imagine que tu tenha uma área útil para eletrólise de 78 cm² e queira duplicar isso, então tu liga duas células eletrolíticas em paralelo. Imagine que tu tenha uma área útil de 78 cm² em cada célula eletrolítica, queira 3,5V entre placas e o dobro de área útil, esse caso merece atenção especial.

Entendendo que uma célula eletrolítica compreende apenas duas placas somente, mais que duas placas é uma associação de células eletrolíticas formando uma célula eletrolítica composta de várias células simples, vamos analisar:

Você quer 3,5V em cada célula individual em um carro que tem voltagem andando de 13,8V. Isso diz que tu tem de usar 4 células simples em série. Nesse caso sua nova célula composta tem 4 células, cada uma com 78 cm² de área, que perfazem um total de 312 cm². Se seu objetivo era apenas 156 cm² já superou isso com o dobro, mas se seu objetivo era 624 cm², nesse caso faça mais um conjunto de 4 células simples em série e ligue os dois conjuntos em paralelo. Seria como se você tivesse células individuais de 156 cm² e ligado 4 delas em série, dá no mesmo.

Imagine que essa célula composta de dois conjuntos paralelos de 4 células simples em série, com um total de 624 cm², esteja produzindo 2 LPM de HHO, então você estará gerando 3,2ml de HHO por minuto em cada cm². Como cada 1000ml de HHO por minuto gasta 86 amperes, então (86A / 1000ml x 3,2ml) = 0,275 amperes de densidade de corrente por cm².

Quanto maior a densidade de corrente por cm², maior a possibilidade de corrosão, alias, tem um limite de densidade de corrente em que a placa corroí visivelmente e desesperadamente. Por isso deixe a densidade de corrente menor que 1A por cm², eu deixaria no máximo em 0,5A por cm². No caso acima estaríamos muito seguros contra a corrosão por excesso de corrente.

Agora vem um detalhe importante que confunde alguns, qual a amperagem que a célula composta descrita acima consome da bateria? Seriam 2LPM x 86A = 172A? Não, apenas 43 amperes.

Quando tu liga várias células em série, tu não apenas divide a voltagem pelo número de células simples ligadas, mas tu divide os 86A para produção de 1 LPM de HHO pela mesma quantidade. Daí que se tu usou 4 células simples em série, tu não só dividiu a voltagem de 13,8V por 4, mas também dividiu os 86A (para cada 1 LPM de HHO) por 4 também. Então 2 LPM de HHO x 86A / 4 células em série da 43 amperes para essa célula gerar os 2 LPM.

O próximo passo é colocar a soda cáustica (dificilmente tu vai encontrar o KOH) na água deionizada (tipo água para completar a bateria, não solução de bateria que tem acido sulfúrico) para fazer o eletrólito.

O certo seria tu usar um gerador de corrente, no caso de 43 amperes, medir a voltagem numa única célula simples, não no conjunto inteiro, até conseguir a menor voltagem possível, onde mais soda não reduz significativamente a voltagem. O problema é que tu pode chegar a uma voltagem irredutível menor que 3,5V que você planejou. Pra mim isso é vantagem, para outros um problema, vamos lá.

Nota: Ninguém tem um gerador de corrente de 43A para usar, depois falarei disso, mas acompanhe o raciocínio como se você tivesse um.

Imagine que ao chegar a voltagem mínima com a adição de soda na água, tu tenha chegado a 2,3V. A solução é simples, tu divide 13,8V por 2,3V e tem que agora tu precisa de 6 células simples em série ao invés de 4. Eu acho isso legal porque se tu dividiu a voltagem por 6, também dividiu 86A (para gerar 1 LPM de HHO) por 6 também e agora tu só precisa de 14,3A para gerar 1 LPM de HHO. Como tu conseguiu fazer uma célula simples drenar 43A, então 43A / 14,3A = 3 LPM de HHO.

O consumo da tua célula sempre foi de (43A x 13,8V) = 593W, o planejado e o real, só que tu queria que ela produzisse apenas 2 LPM e ela acabou produzindo 3 LPM. Isso não é uma vantagem que compensa comprar mais algumas placas? Mas se tu não quiser comprar mais placas, então reduz a quantidade de soda na água até que 43A, em uma célula simples, de exatos 3,5V e para por ai. Outra opção seria deixar com apenas 4 células em série e aplicar os 13,8V mesmo, que faria a corrente aumentar e muito, talvez suba para uns 70A, jogando o consumo para 966W e produzindo uns 3,3 LPM. Eu não gosto dessa última solução, compare os números.

Tem quem use um PWM para reduzir um consumo extrapolado, como na última situação acima, onde o cara queria 43A e terminou com 70A. O PWM usa a eletrônica para ligar e desligar o gerador e reduzir o consumo no ajuste que quiser. Isso funciona, mas reduzir a quantidade de soda também daria o mesmo resultado, contudo essas duas formas sempre vão estar usando uma produção de 21,5A por LPM de HHO. Se a pessoa gastar mais em placas e usar a nova configuração de 6 células em série, terá o rendimento melhorado de apenas 14,3A por LPM de HHO. É uma questão de escolha.

O uso do PWM só é indicado quando tu fez a melhor célula (composta) de HHO que tu pode fazer, mas tu precisa controlar amperagem ou quantidade de HHO produzido para um valor exato por um motivo que é só seu. Eu não consigo imaginar quem precisa de um número exato de corrente ou produção de HHO para precisar regular isso com um PWM, seria como você dizer que precisa de um ambiente com 21,5°C e por um PWM para regular a temperatura de um ar-condicionado. Como no caso do seu ar-condicionado, que se ficar maior que 20°C e menor que 30°C já tá bom, o HHO não precisa de uma corrente precisa ou de uma produção de gás precisa.

Como fazer se minha célula produz mais e consequentemente consome mais que meu alternador pode oferecer? Simples, diminui a área total, reduza as ligações em paralelo, mas não mexa nas ligações em série que significam eficiência. Melhor ainda, coloque mais uma célula em série que a eficiência aumenta e a corrente diminui.

Percebeu, minha solução para excesso de consumo sempre será colocar mais células em série e ajustar o eletrólito para menor voltagem possível entre placas.

Agora, se eu tiver com uma produção pequena?

Imaginando que tu já colocou soda até a voltagem não reduzir mais e não adianta por mais um grão de soda na água, imaginando que tu não tem mais dinheiro para fazer outra célula igual e ligar em paralelo, ai sim tu tem que reduzir as ligações em série.

Ao reduzir as ligações em série te sobra placas que até podem diminuir o custo de uma nova célula em paralelo. Além disso a maior voltagem entre placas, apesar de reduzir a eficiência da célula (LPM de HHO por ampere), vai forçar mais corrente a passar e aumentar a produção. Um outro efeito acontece quando se diminui a eficiência da célula que aumenta mais ainda a produção.

Quanto mais eficiente for uma célula, menos calor ela gera na eletrólise e a água fica mais fria, e o oposto também é verdade. Uma célula menos eficiente, perde muita energia para o calor, que esquenta a água, e ai acontece um efeito interessante, a corrente aumenta só por causa do calor e isso logicamente aumenta a produção de gases, mas não se iluda, a eficiência da célula continuará mais baixa.

Porque o calor aumenta a corrente iônica da eletrolise? Não sei exatamente, talvez por dar mais energia a água na forma de calor e não precisar de tanta energia elétrica, mas como a voltagem está fixada o efeito é aumentar a produção; talvez melhore a mobilidade dos íons aumentando a corrente iônica; realmente eu não sei.

Uma outra coisa que acontece com a água aquecida durante a eletrólise é que acaba gerando mais vapor e como não da para separar visualmente o que é HHO e o que é vapor d’água, então a produção de HHO parece aumentar mais ainda do que realmente aumentou. Por isso minhas contas sempre se referem a HHO seco, sem contagem do vapor, pois não sei calcular quanto vapor é gerado junto com o HHO. Isso significa que se tu calcular que seu gerador produzirá 1 LPM de HHO seco, na realidade você medirá mais que 1 LPM de HHO por causa do vapor que o acompanha.

Outros itens do sistema:

Reservatório de eletrolito
Além da célula eletrolítica composta que é o coração do sistema Dry-Cell, esse sistema ainda possui um reservatório que fica acima da célula composta para alimentar, por gravidade, de solução eletrolítica a dita célula.

Borbulhador:
Saindo do reservatório de eletrólito apenas o gás, normalmente este ainda passa por um recipiente com água limpa, de preferência a mesma água deionizada usada para fazer o eletrólito, para borbulhar, de preferência com bolhas pequenas, e lavar os vapores cáusticos que saem junto com o HHO; este borbulhador ainda é uma barreira física para o backfire que poderia explodir seu reservatório de eletrólito e danificar sua célula eletrolítica.

Backfire:
Como o gás HHO queima muito rápido sua queima é explosiva. Se por bobeira, ou azar, o gás sofrer ignição na mangueira de saída, a chama vai entrar pela mangueira até onde puder numa velocidade explosiva. Normalmente explode o reservatório de eletrólito com possibilidades de ferimentos que podem ser até muito sérios. Tu pode ir de um susto a perda de visão, ou a morte mesmo se o azar for grande demais.

Para reduzir esse risco pode ser dado ao borbulhado mais essa função, além de lavar os vapores cáusticos. Poderia fazê-lo resistente a explosão e colocar uma válvula de alívio de pressão. No caso de um backfire a explosão não passaria para o reservatório e não destruiria o borbulhador, além de ter seu poder diminuído pela válvula de alivio.

Outra solução é atrapalhar o caminho da chama pela mangueira, usando um backfire flame arrestor.

Ele pode ser feito por se entupir a mangueira de saída com lã de vidro, filtro de cigarro, palha de aço, qualquer coisa resistente e que bloqueie o livre caminho da chama. O chato é que isso impõe um restrição a saída do gás, causando uma pressão antes do backfire arrestor, que pode ser perigosa, e uma vazão do gás prejudicada.

Nunca use aquelas válvulas que impõem um
sentido só a direção do gás. Essas válvulas não seguram o retorno rápido da queima explosiva do HHO, não servem de nada contra o backfire.

A melhor forma de testar qualquer proteção adicionada ao sistema, é com um acendimento proposital e se protegendo de uma eventual explosão. Assim tu realmente fica sabendo se a solução funciona ou não.

Se usar filtro de cigarros, ou outro limitador da chama, depois dá uma olhada no estrado que ficou seu limitador dentro do tubo. Acontece que essas soluções as vezes só funcionam umas poucas vezes e se destroem, deixando o caminho livre para o próximo backfire entrar e explodir tudo!

Evitando a água dentro do motor

Num gerador de HHO por eletrólise o que não falta é água. Se ela sair do sistema e entrar no motor junto com o gás, não o vapor que é inevitável, mais água liquida, tu terá o que se chama calço hidráulico e destruirá o motor.

Porque a água sairia dos seus reservatórios e acompanharia o gás até o motor?

Porque o carro balança, podendo jogar um gole de água na mangueira de saída do borbulhador. Porque tu deve por essa mangueira de saída de HHO abaixo da borboleta, local de alto vácuo, que pode sugar a água que foi jogada na saída do borbulhador pelo balanço do carro.

Como resolver isso?

Proteja a saída do borbulhador para que se o balanço do carro jogar sua água para cima não acerte a saída dos gases.

Depois do borbulhador coloque outro borbulhador seco, pois se a água conseguir passar do borbulhador acabara no fundo do borbulhador seco que deve ser fundo e também protegido contra saída de água.

Não se esqueça de verificar se o borbulhador seco tem água e drena-la com regularidade, a cada viagem seria legal.

Se teu borbulhador seco vive seco, ótimo, teu borbulhador verdadeiro é ótimo em bloquear a água. Se teu borbulhador seco sempre tem água para drenar, presta atenção, tenta melhorar isso, ou ponha mais um borbulhador seco que realmente fique seco a maior parte do tempo.

Voltando ao gerador de corrente


Eu disse para tu fazer de conta que tem um gerador de corrente de 43A para regular a quantidade de soda cáustica a adicionar a água. Voltemos ao assunto.

Provavelmente tu nem sabe o que é um gerador de corrente elétrica. Normalmente alimentamos nossos aparelhos elétricos com um gerador de voltagem, que adaptam a corrente elétrica para a necessidade do aparelho, mas mantém a voltagem perto dos valores nominais.

Ex: Tua casa dever ser alimentada por 127V, mas a corrente que você está consumindo nesse instante depende do consumo somado de todos os aparelhos elétricos ligados. Percebe, o gerador elétrico, que é um gerador de voltagem, mantem a voltagem fixa e varia a corrente elétrica para as suas necessidades.

Um gerador de corrente mantem a mesma corrente passando no circuito e varia a voltagem para que isso aconteça. Não usamos isso normalmente, por isso não temos isso para usar em casa.

Ex: Imagine que tu tenha uma resistência de 1ohm e ligue-a a um gerador de corrente de 1A, então esse gerador de corrente vai alimentar essa resistência com 1V para forçar a passagem de exatos 1A pela resistência. Agora tu troca essa resistência por outra de 10 ohms, o gerador de corrente vai alimentar essa resistência com 10V e manterá a corrente sempre em 1A. Por ai vai...

Se tu usar um gerador de corrente de 43A numa célula eletrolitica, o gerador vai aumentar a voltagem sobre a célula até que esta deixe passar 43A. Ao adicionar mais soda e reduzir a resistência do eletrolito, a voltagem tem de cair para continuar passando somente 43A. Isso até que a voltagem não reduz mais, dizendo que mais soda não torna o eletrólito mais condutivo. (não me pergunte porque esse limite existe)

Eu usei o gerador de corrente na explicação para tu entender onde eu queria chegar, mas tu não vai ter um gerador de corrente com tantos amperes assim. Então como fazer?

Ligue a célula inteira na bateria, com todas suas associações série, pelo menos 4 células em série. Você não medirá mais uma redução de voltagem visto que está voltagem estará fixa e deve ser a mesma em cada célula individual ligada em série, você medira o aumento da produção dos gases. Quando não houver mais aumento de produção de gás para um aumento de soda cáustica na água, então chegou ao nível máximo.

Agora aplique o que já foi dito para acertar o tamanho e configuração final de sua célula.



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 21 Abr 2013, 01:50, editado 3 vez(es)

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12 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:27

Colocando o HHO no motor
Agora que você já está produzindo HHO lavado dos vapores cáusticos, protegido contra o backfire, onde introduzir o HHO no motor? Quanto de HHO eu preciso para o meu carro? Quais ajustes adicionais devo fazer no carro?
Nota 1: Por mais lavadinho que esteja o gás, provavelmente ainda sobra algum vapor cáustico no gás. Talvez valha a pena lavar o gás várias vezes com vários borbulhadores de bolhas pequenas, tem que testar. Para ter um gás isento de vapores cáusticos, que além de irritante ao pulmão pode causar danos as peças do motor, alguns tentam eletrólise com água pura.
Nota 2: Quanto menor o espaçamento entre placas e maior a voltagem entre placas, menos eletrólito tu usa e mais perto chega de uma eletrolise com água pura. Ex: Com um espaçamento de apenas 0,2mm, tu consegue eletrólise com 3V entre placas e água da torneira. Se colocar um pouquinho de nada de soda cáustica, muito pouco mesmo, tu chega a 2V entre placas e isso é irredutível tornando a adição de mais soda desnecessária. O problema é trabalhar com um espaçamento de apenas 0,2mm.
Respondendo as perguntas:
Quanto HHO meu carro precisa?
Bem, ninguém sabe responder a essa pergunta, no máximo alguém vai lhe dizer que usou X LPM de HHO, fazendo o carro economizar XX%. Assumindo que isso foi verdade, isso não significa que X LPM de HHO seja a quantidade correta para aquele carro, pode ser que com menos tivesse o mesmo efeito, ou que mais obtivesse um efeito ainda melhor. Isso significa apenas que para aquela pessoa e carro, X LPM de HHO produziu XX% de economia (se for verdade).
Saber quanto de HHO um motor precisa, nem mais nem menos, em quais momentos que vale a pena injetar o HHO e quanto, em quais momentos é apenas desperdiçar o gás, isso exigiria um estudo de um motor no dinamômetro com uma fonte externa de HHO, medidores precisos dos gases de escape e outros monitoramentos de funcionamento do motor. Eu nunca ouvi falar que alguém fez isso.
Ao que me parece o cara faz um gerador de HHO, usa uma ½ dúzia de placas e vê quanto gás isso produz, só por curiosidade. Depois o cara escolhe um local no motor e injeta o gás e sai para passear. Faz uma medida rudimentar de quanto o carro consumia sem o HHO e com o HHO, se for esperto escolhe um percurso igual, mesmas condições, para essa comparação, depois relata o resultado. Também é comum ouvir as pessoas dizerem que “sentiram” o carro assim ou assado. “Sentir” o carro é uma medida muito imprecisa e sujeita a sugestão mental de quem “sente”, quem quiser acreditar em sentimentos de alguém para com seu motor, que acredite.
A quantidade necessária deveria ser aquela em que a contribuição energética do HHO é menor que o ganho energético que o motor teve. O motor, não o carro, pois o carro pode reduzir seu consumo até por pegar um vento a favor numa estrada em alta velocidade, então isso deveria ser medido num dinamômetro.
Se você injeta mais X de energia com a queima do HHO e o motor rende como se tivesse recebido mais 1,5X de energia, então a energia extra veio do melhor aproveitamento do motor para o combustível (mistura de gasolina + HHO) aplicado. Mas isso ainda deixa uma pergunta, vejamos.
Sabemos que determinado motor aproveita 30% da energia térmica da gasolina para transformar em energia mecânica no motor, então se entrou 1000 unidades de energia, apenas 300 unidades de energia viraram energia mecânica. Agora injetamos outro combustível junto, o HHO, numa proporção energia térmica a mais de 100 unidades de energia, então agora teremos 1100 unidades de energia que nesse motor só viraria energia mecânica apenas 30%, ou 330 unidades de energia. Agora vem a pergunta, se ao injetar essa quantidade de HHO no motor for verificado um aproveitamento energético de 400 unidades de energia para 1100 unidades de energia térmica total, significando um aproveitamento energético de 36%, seria isso prova que o HHO melhorou o rendimento do meu motor e funcionou?
Percebe que o aumento visto pode ser apenas o motor aproveitando 100% da energia do HHO e continuando a aproveitar os mesmos 30% da energia da gasolina]? Isso apenas significaria que quanto mais tu trocar o combustível do carro de gasolina para HHO, melhor será seu rendimento, só isso.
Agora, se apesar das coincidências de valores, realmente o HHO fez o motor aproveitar, de forma igual, os dois combustíveis (HHO e gasolina) na proporção de 36% e não mais 30%, ai sim o HHO funcionou e quem sabe pode ser melhorado.
Isso é importante porque não queremos fazer um flex gasolina/HHO, nós queremos colocar a menor quantidade de HHO possível que faça o motor render energeticamente mais que normalmente faz.
Se teu carro rende a mesma potência, em determinado regime de funcionamento, mas com menos gasolina que antes, então tu tem economia quando quer, um carro mais potente em ultrapassagens, tudo melhora na condução do veiculo.
Como ninguém nunca estudou e publicou os resultados para o publico saber, então só temos o “sentimento” de experimentadores de HHO. A opinião deles é que carros 1.0 devem usar 1 LPM, carros 2.0 devem usar 2 LPM e por ai vai. Outros dizem que não importa a litragem do motor, menos de 1 LPM de HHO funciona.
Usando a lógica e o conhecimento científico, ou o HHO deve se misturar ao vapor de gasolina por toda câmara de combustão, acelerando a acendimento de cada porção de vapor de gasolina, ou o HHO deveria se concentrar na região da vela de ignição para multiplicar a energia de ignição e diminuir a iniciação da combustão propriamente dita.
No primeiro caso certamente precisamos de mais HHO, uma vez que tem que existir uma quantidade pequena mais razoável para estar presente junta a cada porção de vapor de gasolina. Não sei quantas moléculas de gasolina uma molécula de hidrogênio poderia acelerar a combustão, para poder dizer a proporção de HHO para uma quantidade de gasolina.
Agora se o funcionamento do HHO depende de melhorar a ignição da vela, aumentar a energia da centelha, fazendo isso por estar próxima a vela de ignição e se queimando rapidamente, fazendo parecer que a energia de ignição da vela foi multiplicada por 10x ou mais, nesse caso 1 LPM de HHO deve servir para qualquer condição e qualquer motor. O problema é juntar o HHO na região da centelha e não tê-lo espalhado por toda câmara de combustão.
Resumindo, de quanto HHO teu carro precisa? Não sei, só temos o comentário sentimental de testemunhas, muitas vezes apresentadas por vendedores, de que essa ou aquela quantidade funciona em XX% de economia.
Sendo assim decida se você vai ser o primeiro a colocar o motor no dinamômetro e monitorá-lo, ou faz um gerador qualquer e tenta a sorte.

Onde introduzir o HHO no motor?
A principio tu pode introduzir da entrada de ar do lado de fora mesmo, ou na boca de entrada do ar para o filtro, até ser injetado diretamente na câmara de combustão pelas velas, passando por todos os pontos entre esses extremos. Todos esses lugares são candidatos a entrada de HHO.
Preciso dizer que o melhor seria injetar por velas especialmente adaptadas para isso? Preciso dizer que é mais fácil colocar a mangueira do HHO na boquinha de entrada de ar que leva ao filtro? Mas onde é necessário e onde já seria exagero?
Se o HHO for arrastado pelo ar sugado pelo motor perfeitamente, sem perdas, provavelmente não fará diferenças em introduzir ele em qualquer ponto desde a boca de entrada de ar para o filtro até um pouco acima da válvula de admissão, só sendo diferente introduzi-lo por uma vela especial diretamente na câmara de combustão. Só que alguns argumentam que quanto mais longe for inserido o HHO da câmara de combustão, mais perda de gás teremos.
Se pensarmos que no princípio as injeções eletrônicas de combustíveis eram monoponto e depois modificaram para multiponto, sabendo, ainda, que se não fosse caro se injetaria a gasolina diretamente na câmara de combustão como no diesel, então sabemos que quanto mais perto injetarmos o HHO da câmara de combustão melhor.
O ideal seria injetar dentro da câmara de combustão, ou ainda que se injetasse quando a válvula de admissão abre e somente sobre a válvula que abriu, exigindo um controle eletrônico que abrisse e fechasse, no tempo certo, quatro saídas de HHO bem acima das válvulas de admissão. Mas se tu fizer 4 agulhas, alguns chamam de capilar, coloca-los imediatamente acima das válvulas de admissão , que podem se unir para serem alimentadas por um único gerador de HHO ou até por 4 geradores separados, tu já fez muito, mais que normalmente fazem.
Geralmente as pessoas injetam logo antes do ar passar pela borboleta, ou logo após o ar passar pela borboleta. Ainda tem quem injete nas duas posições ao mesmo tempo, coisa que certamente desregula o carro que não foi preparado para ter uma comunicação entre os dois ladas da borboleta além daquelas que já tem, mas uma passagem de ar pode desregular o carro.
A região depois da borboleta apresenta um vácuo altíssimo quanto a aceleração está baixa ou esta em marcha lenta, quanto mais acelerado, mais o vácuo dessa região se parece com o vácuo existente antes da borboleta. Então completamente acelerado não existe muita diferença entre injetar antes ou após a borboleta. Perceba que na região depois da borboleta quanto menos gasolina se gasta, mais vácuo existe para vaporizar a água do borbulhador e enriqueceu o HHO de vapor. Perceba que quanto mais gasolina se gasta, menos vapor será gerado pelo vácuo para se misturar ao HHO. Será importante essa adição de vapor em proporção contrária ao consumo de combustível? Será esse o segredo do HHO?
Nota: Sob vácuo a água evapora em temperatura ambiente, então a água do borbulhador vai evaporar mesmo com o gerador de HHO desligado. Lembre-se que para cada pressão existente a temperatura de ebulição da água difere, sendo tanto menor quanto menor for a pressão existente.
A região antes da borboleta terá um vácuo proporcional ao consumo de combustível, fazendo que o aumento no vapor adicionado ao HHO seja proporcional ao consumo de combustível.
Agora imaginemos que tu acredite no efeito super-vela-de-iginição sendo o motivo do HHO funcionar. Nesse caso teríamos o HHO injetado num espaço confinado, com uma abertura para câmara de combustão, no qual estivesse a vela de ignição também. Injetaríamos o HHO momento antes da ignição e teríamos a esperança que antes dele se diluir por migrar para a câmara de combustão, a centelha da vela acendesse o HHO puro, não a gasolina. Isso multiplicaria a força da energia de ignição por mais de 10x, seria como uma tocha de fogo super rápida cuspida na câmara de combustão, iniciando de forma muito mais rápida e violenta a queima da gasolina. (pesquise sobre ignição a plasma e ignição por tocha)
Um motor Otto de 4 tempos e 4 pistões, funcionando a 6000 RPM, faria 120000 aspirações por minuto. Se eu tiver um gerador produzindo 1,5 LPM de HHO, então eu divido 1,5 litro de HHO por 12000 e terei que a cada aspiração 0,125ml de HHO entrou no pistão. Sabendo que 1,5 litros de HHO possui 1 litro de gás hidrogênio, sabendo que 1 litro de gás hidrogênio tem aproximadamente xxxJ, então a cada futura combustão da mistura aspirada, nesse caso, a energia que o HHO vai liberar no momento da ignição serie de xxxmj. Isso se o HHO admitido se concentrar na região da vela, da centelha, para se acender em sua velocidade explosiva. Como uma centelha de uma vela comum chega ao um máximo de xxxmJ, teremos nessas condições extremas uma força de ignição nnx maior que se usássemos apenas a ignição normal do veiculo.
Se o HHO se espalhar esse efeito acaba. Localmente, em cada região da câmara de combustão que existir uma molécula de hidrogênio dando sopa, somente nessa minúscula região a “frente de chama” (pesquise isso na internet) acenderá mais rápido a molécula de hidrogênio que a molécula de gasolina ali vaporizada. Essa energia extra se soma a “frente de chama” e pode fazer pequenos aumentos na velocidade da “frente de chama”, aumentos pontuais, que se forem muitos podem significar um aumento significativo na velocidade da “frente de chama” e, consequentemente, na queima total da gasolina.
Perceba que no caso do HHO espalhado na câmara de combustão, quanto mais hidrogênio for injetado, para mas pontos de avanço na “frente de chama” existir, tanto mais acelerado será a queima da gasolina. No entanto a iniciação da frente de chama será quase tão lenta quanto era sem o HHO.
Se conseguirmos juntar o HHO todo na região da centelha, fazendo a centelha acender HHO puro e não a gasolina, criaremos uma “frente de chama” inicial muito maior que a centelha criaria. Uma “frente de chama” inicial grandona progride muito mais rápido pela câmara de combustão que a pequena “frente de chama”, literalmente um pontinho de nada, que a centelha sozinha cria.
São duas formas diferentes do HHO trabalhar, ou o gás hidrogênio acelera continuamente a “frente de chama”, e nesse caso quanto mais melhor, ou o HHO (mistura estequiométrica dos gases hidrogênio e oxigênio, única forma do HHO ter velocidades explosivas) puro começa uma “frente de chama” grandona que termina de crescer mais rápido porque já começou enorme.
Nota: A velocidade de uma frente de chama depende do combustível e das quantidades de combustível e comburente existente na mistura. O ar com comburente, pois contem 21% de oxigênio, não queima um combustível tão rápido quanto se fosse oxigênio puro. O gás hidrogênio como combustível queima mais rápido que a gasolina. Por isso HHO explode, somente hidrogênio queima muito rápido e gasolina queima lentinho, ainda mais se for gasolina+ar.
Nota 2: Gasolina liquida não queima, só depois de vaporizar. Se você pegar um copo cheio de gasolina e acendê-lo, terá uma chama normal que demorará muito tempo até consumir toda a gasolina do copo. Existe muita energia para ser liberada, mas será liberada aos pouquinhos, a medida que o calor evapora a gasolina para ir se queimando. Agora, pegue uma garrafa e coloque uma colher de gasolina dentro, sacuda a garrafa bastante, jogue fora a gasolina que não evaporou e ascenda a mistura evaporada dentro da garrafa, isso será uma queima explosiva para nossa percepção. O gás hidrogênio sempre queima muito mais rápido que isso e o HHO é muito mais rápido que o hidrogênio puro ao ar.
Resumindo:
Se puder injete o HHO bem acima das válvulas como nos modernos sistemas de injeção eletrônica, que pode ser com um segundo bico injetor ou apenas com uma agulha entregando gás continuamente, mas perto da válvula de admissão.
Se não puder fazer assim, escolha a opção com mais vapor quanto menor a aceleração ou com mais vapor quanto maior a aceleração, ou dizendo de outra forma, antes ou depois da borboleta.
Se quiser uma opção radical injete diretamente na câmara de combustão.
Se quiser ser mais radical ainda e nesse caso eu acredito que funcione, faça uma adaptação e injete pelas velas, usando o efeito da super ignição.
Quais ajustes adicionais devo fazer no carro?
O que se tenta conseguir com o HHO é aumentar a velocidade de queima da gasolina, obviamente isso trás três consequências diretas:
1)- Possibilidade de queima completa da gasolina por reduzir o tempo de queima para um intervalo em que os gases ainda estão bem quentes dentro do pistão.
2)- Necessidade de um avanço de ignição menor justamente porque o avanço de ignição é feito para corrigir a lenta queima da gasolina que terá sido melhorada. O ideal seria que a queima fosse tão rápida que a ignição pudesse se dar no PMS e não antes como acontece.
3)- Se o avanço se mantém igual a antes e a queima está acelerada, devemos nos lembrar da detonação que pode estar sendo provocada. A diminuição no avanço da ignição é uma das soluções para eliminar a detonação, mesmo em detrimento de provocar uma queima ruim. É melhor ter uma queima ruim, na hora errada, que ter uma detonação. Se reduzir o avanço necessário para encaixar a lenta queima da gasolina com as necessidades do motor acaba com a detonação, então aumentar o avanço de ignição com o mesmo tempo de queima, ou diminuir o tempo de queima com o mesmo avanço na ignição, isso promove a detonação tão temida.
Fica claro que a redução no avanço da ignição, ou um novo mapa de avanço, é o primeiro ajuste extra a fazer se o HHO cumprir o esperado, que é reduzir o tempo de queima da gasolina.
Como os carros atuais tem controles computadorizados que permitem trabalhar no limite do avanço, tentando manter o avanço ideal, mas ao mesmo tempo reduzindo-o em caso de detonação, se espera que até certo limite os carros modernos se adaptem ao novo tempo de ignição automaticamente. Só temos que lembrar que essa adaptação foi planejada, originalmente, para achar o máximo avanço que o motor pode usar sem detonar e no objetivo de se manter no avanço ideal para aquela rotação, quantidade de mistura e combustível. Como os carros flex tem que ter uma folga grande, em virtude de misturar dois combustíveis diferentes com graus de detonação diferentes, necessitando de avanços diferentes, esperasse que essa folga se adapte bem ao HHO.
Se um carro a injeção eletrônica não se adaptar sozinho ao novo avanço que o HHO proporciona, tu vai ter que programar outra central de injeção eletrônica. Espero que você saiba fazer isso e tenha os recursos necessários.
Propague essa ideia para os carros carburados, tente achar o novo ponto de ignição do seu carro depois que introduzir o HHO nele.
Entenda uma coisa, as chances de detonação aumentam se você não diminuir o avanço, se você acertar o avanço as chances de detonação se tornam menores. Se é assim, tu pode lançar mão de outra alteração no motor, aumentar a taxa de compressão.
Com a mexida no avanço e a consequente redução do risco de detonação, você pode aumentar a taxa de compressão que é justamente reduzida pelo risco de detonação que promove aliado ao avanço da ignição. Reduziu o avanço, então aumente a taxa de compressão.
Você pode ter que de volta o risco de detonação, ajuste com cuidado, mas aproveita essa folga no risco de detonação porque é justo a maior taxa de compressão a melhor chance de seu carro economizar com o HHO.
Sem esse ajuste na taxa de compressão, tu só tem a redução na energia térmica perdida para o bloco do motor e a queima mais completa da gasolina como chances de aumentar a economia do motor.
Mexer na sonda lambda e mistura pobre... A farça do HHO começa aqui e merece outro post separado para falar dessa alteração.

(em revisão...)



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 21 Abr 2013, 22:25, editado 1 vez(es)

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13 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:27

Sonda lambda e mistura pobre. Aqui começa a farsa do HHO!
A mentira:
“O HHO provoca no seu motor uma queima perfeita, por causa disso sobra oxigênio na combustão. A injeção eletrônica, com seu sistema de correção de injeção de combustível, ao detectar sobra de oxigênio injeta mais combustível e o carro ao invés de economizar com a queima perfeita passa a consumir mais. A solução é usar um extensor de sonda lambda ou um EFIE que corrige o sinal da sonda lambda. Ainda podendo usar um EFIE de MAP/MAF como opção de correção desse engano. Isso acontece porque nossos carros não estão preparados para as benfeitorias que o HHO pode trazer ao motor.”
Já li outra mentira assim:
“As montadoras programam a injeção eletrônica para que se for percebido um consumo menor do que o desejado pela máfia do petróleo, então a injeção injeta, desnecessariamente, mais combustível só para que a media desejada de consumo seja atingida”.
Acompanhe o raciocínio:
Um sujeito que considero honesto (não significa que não possa estar enganado) falou que ao colocar o HHO no seu velho carro carburado não sentiu nenhuma diferença. Então ele tirou o HHO e reduziu os giclês do carburador para provocar uma mistura mais pobre. Nessa nova tentativa ele “sentiu” o carro mais fraco e verificou uma economia de combustível. Foi então que ele resolveu usar mistura pobre com HHO, verificando a economia da mistura pobre com a recobrada de potência do HHO. Não sei em que momento ele ajustou o avanço do carro e nem se ajustou. O comentário dele foi tão grande quanto esse parágrafo e depois ele se desfez do carro e não deu mais notícias do HHO.
É comum se ler que ao usarmos HHO existe uma sobra de oxigênio que confunde a sonda lambda de carros injetados modernos. A sonda lambda é um sensor de oxigênio colocado na descarga para medir o oxigênio que sobra da combustão. Por um mecanismo de feedback esse sensor ajuda a injeção eletrônica a fazer o ajuste fino na quantidade de combustível entregue ao motor. Se esse sensor detecta oxigênio e é usado para regulagem fina da quantidade de combustível, se o HHO faz sobrar oxigênio, claro que isso vai confundir a injeção eletrônica e ela vai errar na quantidade de combustível fornecida ao motor. No caso se argumenta que esse erro provocado faz o motor consumir mais combustível. Resumindo, colocar HHO em carro injetado provoca aumento de consumo e não redução.
Claro que no carro carburado que não tem esse sistema de feedback e ajuste fino da quantidade de gasolina oferecida ao motor, esse problema da sobra de oxigênio não afetaria os carros carburados.
ISTO É MENTIRA! Não dá para aliviar, dizer que HHO provoca aumento na taxa de oxigênio na descarga é uma grande mentira!
Qual a vantagem de mexer na sonda lambda em um carro injetado que recebeu HHO? A vantagem é apenas tentar provocar uma mistura pobre no carro como o meu colega acima fez no carro carburado dele. Uma vez que não existe giclês para reduzir no carro injetado, acharam por bem mexer na sonda lambda que é usada pela injeção eletrônica para controle de pequenas diferenças na quantidade de combustível injetado.
Isso não deu muito certo e passaram a mexer em outros sensores, sensores que produzem informações que também levam a injeção eletrônica a decidir quanto combustível vai ser injetado. São os controles de MAP/MAF existente no mercado HHO.
Tudo isso não passa de uma tentativa de produzir uma mistura pobre.
Existe um tópico aqui falando exaustivamente sobre o mito da mistura pobre, você deveria lê-lo. Vou resumir o que interessa.
Mistura pobre:
Dizem que mistura pobre quebra motor por super aquecimento, mas há quem diga que isso só foi verdade em carros antigos, não existindo mais esse risco em carros modernos com sensores de detonação. Também é conhecido que mistura pobre economiza combustível.
Percebe que se o HHO não funcionar e reduzir seu consumo, estão lançando mão da mistura pobre para fazer isso e tu pensar que foi o HHO? Ou, quem sabe, fazer uma técnica potencializar a outra e tu fica sem saber qual delas deu mais resultados.
Sim, porque se tu souber que tua economia veio principalmente do HHO, então para que usar um aparelho que produz mistura pobre? Mas se a economia veio da mistura pobre, então para que usar o HHO? A menos que o efeito se some e cada uma das técnicas respondam por metade da economia geral, ou que uma técnica corrija os riscos da outra, no caso, o HHO reduzir o risco de quebra de motor com o uso da mistura pobre.
Porque mistura pobre quebra motor?
Nos carros carburados, além do avanço e de uma taxa de compressão menor que nos carros injetados, também se usava uma mistura rica na intenção que o excesso de combustível esfriasse o motor. Num motor assim projetado, que depende de um pouco de combustível para resfriar o motor, não fornecer todo o combustível que ele quer, especialmente provocando uma mistura pobre, vai aquecer o motor.
Motor mais quente que o projetado aumenta o risco de detonação, detonação são iguais a dar marretadas no pistão em pleno funcionamento, inclusive o barulho é parecido. De tanto marretar seu pistão, as detonações acabam estragando-o.
Além disso o aumento de temperatura queima a camada de óleo lubrificante, provocando mais atrito, existe a dilatação térmica aumentada, enfim, um motor mais quente que o previsto vai quebrar.
Porque a mistura pobre esquenta o motor?
Como dito acima porque um excesso de gasolina era usado para resfriar o motor, isso era projeto, teria que melhorar a refrigeração do motor para poder reduzir o excesso de combustível refrigerante.
Mais existe outra possibilidade.
O melhor rendimento do motor depende de vários fatores, inclusive a estequiometria da mistura. Se uma motor foi planejado para uma determinada estequiometria, reduzir o fator lambda indo para direção de uma mistura mais rica ou mais pobre pode alterar o rendimento térmico desse motor (quanto ele transforma calor em movimento). Se o motor recebe uma quantidade de energia calorífica e passa a transformar menos energia calorífica em energia mecânica, então ele vai precisar queimar mais combustível para produzir a mesma potência, ao mesmo tempo ele libera mais calor para produzir essa mesma potência.
Nesse caso a mistura pobre estaria deixando o motor menos eficiente e esquentando mais para fazer a mesma coisa, além disso não existiria economia e sim mais gasto de combustível. Seu motor estaria trabalhando mau em todos os sentidos, até quebrar.
Qual a verdade do seu motor eu não sei, mas cuide para que um acessório, vendido como essencial ao HHO, que de fato torna o mistura pobre, não esteja danificando seu motor.
Na outra direção de pensamentos, porque mistura pobre pode economizar?
Caso a mistura pobre não esteja esquentando seu motor mais do que devia, então ela pode estar fazendo uma coisa boa, promovendo a economia de combustível. Verifique!
Existem dois motivos para isso e eu até já comentei, mas vou comentar novamente:
1)- Ao se tornar mais fraco seu motor, você precisa pisar mais no acelerador para fazer a mesma coisa. Isso produz um efeito em cascata, isso aumenta a quantidade de gasolina e abre mais a garganta do motor, reduzindo o freio a vácuo que todo motor tem quando não está acelerado ao máximo, ou com a goela aberta, borboleta toda aberta.
2)- Tendo mais ar (efetivamente mais oxigênio) e menos combustível para queimar por vez dentro do pistão, essa queima pode ser mais rápida e completa. Isso mesmo, faz o que tu espera que o HHO faça!
Já vimos as manhas da mistura pobre e que ele bem serviria para fazer a obra e deixar o HHO levar a fama, mas quanto a possibilidade do HHO corrigir os defeitos da mistura pobre?
Com uma quantidade maior de hidrogênio, um carro carburado grande, isso já foi tentado no na década de 70 do século passado e parece que deu resultados. Esse é o famoso relatório da NASA sobre injeção de hidrogênio para melhoria da combustão.
De qualquer forma, não sei como isso aconteceria e nem se aconteceu e muito menos se voltaria a acontecer em nosso modernos motores injetados. Quem usou HHO para corrigir os defeitos de uma mistura pobre foram pessoas da época dos carros carburados, em carros injetados quase ninguém alega isso.
Porque é mentira que o HHO produz uma sobra de oxigênio na combustão?
A primeira mentira que existe ai é porque o HHO é a mistura estequiométrica do combustível hidrogênio com seu comburente oxigênio. Isso significa que depois de queimar o HHO não sobra nem oxigênio e nem hidrogênio, foi tudo transformado em vapor hiperquente de água.
Então se sobrou oxigênio na exaustão não foi pela queima do HHO, só pode ser porque parte do combustível não foi queimado e sobrou o oxigênio que o iria queimar, ou porque entrou mais ar (evidentemente mais oxigênio) do que a injeção eletrônica imaginou, injetando, assim, menos combustível.
Se entrou mais ar do que devia e tinha menos combustível para ser queimado, isso é uma mistura pobre e só consome mais combustível se estiver afetando a eficiência do motor em transformar energia térmica em energia mecânica. Produzindo aumento no consumo e super aquecimento. Nesse caso o HHO não teria provocado sobra de combustível, mas enganado a injeção eletrônica a pensar que entrou menos ar. Como?
Se for isso que aconteceu o única resposta é o HHO ter interferido com os sensores MAP/MAF que dizem a injeção quanto ar está entrando. A quantidade de HHO seco que entra é ínfima e se fosse detectado indicaria um pouco mais de gás e não menos, contudo o HHO não é só HHO seco (hidrogênio e oxigênio) tem o vapor d’água que vem em grandes quantidades se o vácuo for grande, talvez o vapor esteja causando algum defeito no sensor MAP/MAF que faz a injeção pensar que entrou menos ar.
Ainda temos os vapores cáusticos que podem estar danificando os sensores, nesse caso pode ser do MAP/MAF até o sensor lambda.
Outro motivo para sobre mais oxigênio na exaustão, mesmo tendo entrado uma mistura estequiométrica (perfeita) de Ar + combustível e de HHO (que já é estequiométrico), seria se parte do combustível não queimar e isso claramente joga combustível fora e faz sobrar oxigênio. Pode até mesmo acontecer se algum pistão começar a falhar repetidas vezes.
Nesse caso o HHO e seus vapores teriam apagado, aleatoriamente e persistentemente, um pistão ou outro, causando sobra de mistura sem queimar. Outra possibilidade é o HHO estar atrapalhando a queima ao invés de ajudar e mesmo havendo queima em todos os pistões e sempre, nunca esse queima seria tão boa quanto era antes e sobraria mistura sem queimar.
Como o HHO poderia causar tal mau funcionamento no motor? Não sei nem se acontece, mas se acontecer, eu culparia novamente os vapores, de água e cáusticos.
Para piorar essa mentira, existe a sonda lambda que existe justo para corrigir a eletrônica da injeção se injetar a quantidade errada de combustível. Se a injeção coloca a quantidade errada de combustível que não seja a estequiométrica, então esse sensor, por um programa muito esperto, diz para a injeção eletrônica que a quantidade está errada e esta corrige da próxima vez.
A única forma da injeção não corrigir esse erro seria se o erro for grande demais que fuja a faixa de atuação desse circuito de correção da mistura. Ainda diria que teria que ser por falha na combustão.
Vejamos os cenários possíveis para que a introdução do HHO no motor provocar um aumento na taxa de oxigênio na exaustão:
1)- O HHO e seus vapores provocam uma falha na combustão, seja parcial ou falha aleatória num cilindro. Nesse caso, obviamente, combustível não queimado é jogado fora aumentando o consumo do carro. O combustível não queimado deixa sobrar oxigênio, tanto faz se a mistura esteja pobre ou estequiométrica. Por sobrar oxigênio a injeção eletrônica percebe, através da sonda lambda, e injeta mais combustível ainda, só que isso não vai corrigir o problema. A injeção eletrônica pensará que o sensor lambda está com defeito (dá uma mensagem no painel) e desativa o circuito de correção da mistura, mantendo a mistura apenas baseada nos mapas de injeção. Nesse caso tanto haverá um aumento no consumo, como uma indicação de falha da sonda lambda no painel, quando alguém medir o sinal da sonda lambda ela indicará sobra de oxigênio.
2)- O HHO e seus vapores alteram os sensores MAP/MAF e a injeção pensa que entrou menos ar do que entrou na realidade, envia menos combustível do que deveria, embora a queima seja completa obviamente sobra oxigênio e a injeção eletrônica detecta através do seu sistema de correção. A injeção eletrônica, corretamente, envia mais combustível da próxima vez, mas ainda não corrige o problema e ainda sobra ar (ou oxigênio), chegando ao ponto que a injeção passar da faixa de correção e ela para de corrigir, marca o sensor lambda como defeituoso e abandona o sistema de correção de combustível injetado. Nesse caso existirá indicação de falha no painel, se medir o sinal da sonda lambda indicará sobra de oxigênio, mas isso não significa que o carro estará consumindo mais combustível, pelo contrário pode até já estar economizando com o efeito “mistura pobre” bom.
3)- Parecido com o caso (2), só que o sistema de correção da injeção eletrônica consegue corrigir o erro e o carro roda normal, mistura estequiométrica, sem indicação de falha e nem aumento no consumo. Passaria despercebido.
4)- Parecido com o caso (2) chegando a mistura pobre, só que o efeito “mistura pobre” provocado estaria esquentando o motor e aumentando o consumo. O risco para o motor com o superaquecimento é evidente.
5)- O HHO e seus vapores estariam alterando os sensores MAP/MAF e fazendo a injeção eletrônica pensar que entrou mais ar do que a realidade. A injeção eletrônica vai injetar mais gasolina do que o necessário e a mistura ficará rica. O sistema de correção da mistura vai detectar o erro e tentar diminuir a quantidade de combustível, mas como a correção estará fora da faixa do correção a injeção passa a ignorar o sistema de correção, indicar a falha no painel e vai continuar a sobrar combustível e o aumento de consumo certamente ocorrerá. Só que nesse caso ao medir o sinal da sonda lambda esta indicara mistura rica, ou falta de oxigênio.
6)- Parecido com o caso (5), só que o sistema de correção da injeção eletrônica consegue corrigir o problema e ninguém nota o erro, a mistura volta a ser estequiométrica e o carro roda normal.
Resumindo:
Na mentira contada na internet sobre a sobra de oxigênio na combustão ao se adicionar HHO, que só afetaria os carros injetados com seu sistema de correção baseado na sonda lambda que detecta oxigênio na exaustão, a justificativa é que a queima perfeita fez sobrar oxigênio.
Teoricamente se a injeção não percebesse a sobra de oxigênio, como os carros carburados, o carro aproveitaria a queima perfeita e economizaria combustível. Então é só enganar a injeção e dizer que não sobrou oxigênio.
Não dá para enganar o sistema de correção da injeção eletrônica. Ele é tão simples que para funcionar precisa que um monte de coisas estejam funcionando corretamente, senão ele se torna incapaz de corrigir e a injeção eletrônica para de usa-lo, passa a injetar só pela mapa, sem correções. Só por ai já posso te dizer que não use um EFIE na sonda lambda que seria melhor você apenas desligar a sonda da injeção, mesmo resultado.
Para piorar, de tudo que foi analisado, o HHO e seus vapores teriam que danificar, causar erro, piorar a combustão para que sobrasse oxigênio na exaustão e não melhorar o sistema de combustão.
Por todos os lados que olho isso é uma mentira! Não existe melhora da combustão que provoque sobra de oxigênio na exaustão, que termine por provocar aumento de combustível numa tentativa errônea do injeção eletrônica corrigir o que está melhor. Esto Non Ecziste!

(em revisão...)



Última edição por ET-e-HHO-existe em Seg 22 Abr 2013, 01:53, editado 2 vez(es)

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14 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 01:27

HHO e as emissões de poluentes do motor Otto:

A gasolina, o GNV, o álcool são praticamente um monte de átomos de carbono encapados por átomos de hidrogênio por todos os lados. São todos oriundos de matéria orgânica, por isso são tão parecidos. Eles se diferenciam, principalmente, pela extensão de átomos de carbonos interligados na mesma molécula. O álcool tem um diferencial a mais que também já ter um pouco de oxigênio na molécula.
X
X figuras de moléculas de combustível
X
O resultado da queima de átomos de carbono é o gás carbônico (CO2), mas antes de virar CO2 existe uma etapa intermediária em que o carbono vira monóxido de carbono (CO).
O resultado da queima do hidrogênio, contido na molécula de combustível, claro que é virar água (H2O).
Resumindo, se uma queima perfeita de gasolina, diesel, piche, álcool, GNV, parafina e outros combustíveis fosseis e extraídos de vegetais acontecer, o resultado deveria ser apenas gás carbônico e água.
No exercito americano já existe mecanismos de extração de água da combustão que acontece nos veículos de guerra, para não ter que levar tanta água para a batalha.
Bem, água não é poluição, mas o gás carbônico é e se aumentar a concentração desse gás na atmosfera, dizem, que isso aumenta a temperatura global.
Só existe aumento de gás carbônico na atmosfera se for queimado combustível fóssil, vindo do carvão mineral, do petróleo e gás natural. A queima de combustíveis feito com fontes renováveis, como o álcool, não aumentam o CO2 na atmosfera. Isso porque as plantas, das quais esses combustíveis foram feitas, a pouco tempo atrás tinha retirado esse CO2 da atmosfera para crescer.
A única forma de evitar a poluição por gás carbônico é deixar de queimar petróleo e gás natural, ou queimar menos. Isso vale no âmbito geral e dentro do seu motor também. Contudo, as poluições de um motor não se limita ao gás carbônico vinda de combustíveis fosseis (petróleo e gás natural).
No fogão da sua casa, por ter tempo para queimar e o fogo estar bem regulado, só emite vapor d’água e gás carbônico, mas o motor do seu carro emite mais coisas por não ter uma queima tão eficiente quanto o fogão da sua casa.
Os gases da poluição (além do já comentado gás carbônico):
# Nox – óxidos nitroso, vindos da queima do nitrogênio.
# CO – monóxido de carbono, vindo da queima parcial do carbono.
# carbono – literalmente carbono sem queimar, que gera a carbonização no motor.
# Hidrocarbonetos – restos de combustíveis que não queimaram.
# Varias impurezas que contaminam o combustível e terminal como poluição, como, no passado, era o caso do chumbo tetraetila .
Essa poluição mencionada acima pode ser diminuída e desejadamente deveria desaparecer, pois teu fogão não emite isso, pelo menos se estiver bem regulado. Agora o gás carbônico não pode ser diminuído, somente se o combustível não for queimado, mas temos que queimar combustível para o motor funcionar.
Os óxidos nitrosos (NOx) são gerados quando existe altas temperaturas, tempo para que a reação ocorra e gás nitrogênio. Isso acaba acontecendo dentro do motor e o NOx é gerado. Lembre-se que 78% do ar é gás nitrogênio, o calor fica confinado para permitir a alta pressão que empurra o pistão, que a queima do combustível é lenta e permite que o nitrogênio fique muito tempo se transformando em NOx. Nem todo o gás nitrogênio vira NOx, mas o pouco que vira já é um dano ambiental.
O monóxido de carbono (CO) é gerado quando a queima acaba antes da queima estar completa. Esse gás ainda é um combustível, portando ainda faltaria um pouco de energia para o combustível deixar no pistão e está indo embora. Esse gás causa uma intensa asfixia, uma vez que anula cada célula hemácia do sangue responsável pro transportar oxigênio. Ela acaba com a capacidade do seu sangue transportar oxigênio. Por isso é um poluente mortal. Fogão mau regulado, com chama amarelada, está emitindo monóxido de carbono, cuidado! (sem pânico, todo veneno depende da dose para matar)
O carbono (C), também é gerado por falta de tempo e condições para uma queima completa. Carboniza o motor, sai como uma fuligem preta, facilmente visível no interior do cano de descarga. Isso também acontece no fogão, deixa o fundo da panela preta. Preste atenção, onde existe carbonização existe monóxido de carbono.
Hidrocarbonetos (HC), como o carbono e o monóxido de carbono, são restos de combustíveis sem queimar, só que nesse caso estão numa forma mais perto de como era o combustível original. Se tu isolar os vapores de hidrocarbonetos e resfriar, certamente vais recuperar um pouco de gasolina.
As impurezas do combustível queimadas só podem ser evitadas se não existirem lá, como o caso do chumbo tetraetila que foi retirado da gasolina.
As outras poluições, como o HHO ajuda a reduzi-las? Bem simples, lembra do seu fogão bem regulado? Este não emite nenhuma dessas poluições (já expliquei porque retirei a poluição do gás carbônica daqui)
O HHO permite uma redução no avanço da ignição que reduz o tempo disponível para que o nitrogênio vire NOx.
O HHO permite uma queima mais rápida e esta pode (a queima) ir a cabo antes dos gases estarem frios e apagar a queima quase completada. Isso acaba com monóxido de carbono, carbono, hidrocarbonetos. Claro que a quantidade adequada de ar, com oxigênio, tem de existir, como também acontece no seu fogão.
Nota1: Gás carbônico (CO2) não é monóxido de carbono (CO), este último, como já falado, é um gás mortal que destrói a capacidade do seu sangue conduzir oxigênio e ainda é um combustível.
Nota2: Embora todas as outras poluições possam ser reduzidas, ou até eliminadas, como acontece em seu fogão quando está bem regulado, a geração de gás carbônico é impossível de evitar. Se não tiver gás carbônico gerado, então combustível não foi queimado ou foi queimado parcialmente gerando coisas piores que o gás carbônico.
Nota3: Gás carbônico gerado de combustíveis renováveis não aumentam o nível de gás carbônico do ar porque as plantas das quais foram feitas retiraram o carbono para crescer exatamente do gás carbônico que existe no ar. Só gás carbônico vindo de combustíveis fosseis, como carvão mineral e petróleo e seus derivados aumentam o nível de gás carbônico na atmosfera.
Nota 4: Se tu não reduzir o avanço da ignição, por dar mais tempo ao nitrogênio em temperaturas mais aumentadas pela ação do HHO (queima mais rápida), tu ao invés de reduzir o NOx, tu aumenta!

(em revisão...)



Última edição por ET-e-HHO-existe em Sex 26 Abr 2013, 21:04, editado 5 vez(es)

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15 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:10

Embora o tópico seja pra iniciante, eu considero que todos são iniciantes eternos no HHO uma vez que ninguém ainda descobriu como por isso para funcionar num carro.

Dizendo de outra forma, se tu acabou de entrar no HHO, tem a mesma chance de descobrir a fórmula que qualquer outro veterano.

A corrida continua, muitos já desistiram, mas a esperança continua...

Agora, se querem um conselho de um veterano:

Não comecem a testar o HHO no seu carro e nem em qualquer motor anda por ai. O conhecimento em cima do HHO é tão pequeno que não existe conhecimento suficiente para por isso numa moto ou carro e sair por ai. Seria como se tu inventasse um motor, projeto seu, e colocasse isso no seu carro direto sem teste algum na bancada.

Vejamos o que eu acho que seria uma boa sequencia para começar a descobrir o HHO.

Esse conselho é especialmente dado aos veteranos, até aos que já desistiram. Imagine para os novatos.



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 18:37, editado 5 vez(es)

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16 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:10

Primeiro teste a se fazer - Qual a velocidade da queima! Com e sem hidrogênio:

Eu não vou dizer que seja a forma certa de medir velocidade de queima, tem de pesquisar para ver como é, mas vai uma ideia.

Pegue um cano comprido e encha com a mistura combustível nas proporções que se quer testar. Comprima a mistura até a taxa de compressão que se deseja testar. Esquente o pedaço do cano em que se encontra a mistura na temperatura que se quer testar. Coloque vários sensores espalhados pelo cano, no pedaço que está a mistura, para possam marcar o momento que a frente de chama passa por ali. Acenda a mistura e veja a tempo que a frente de chama demora para passar por cada ponto de teste.

Veja que não é um pistão, após ter sido alcançada a taxa de compressão e temperatura inicial, o pistão é travado como se fosse uma queima a volume constante, como deveria ser uma câmara de combustão ideal no ciclo Otto.

Depois de medir a velocidade da mistura normal, agora começa a testar com uma adição de gás hidrogênio, em várias proporções, de forma a medir um aumento na velocidade da frente de chama.

Com esse teste tu descobre o quanto o hidrogênio acelera uma combustão e a partir de que quantidade isso se torna significativo. Este número tu vai usar depois para saber quanto HHO teu carro vai precisar.

Pode e deve ser usado um cilindro pre-abastecido com gás hidrogênio. Se a quantidade de hidrogênio for muita, então um pouco mais de ar para queimar o hidrogênio deve ser considerada, ou pode-se usar um gerador de HHO ligado a 120V com possibilidades de gerar mais que 1lpm de HHO.

Ninguém sabe essa informação, porque ninguém fez esse simples teste.

Só esse teste vale uma tese de conclusão de curso.

Essa informação é muito importante, tanto para motores, como para caldeiras, enfim, para vários momentos em que se precisa melhorar uma combustão.

Um material para ler:
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/8704/000587039.pdf?sequence=1



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 23:30, editado 5 vez(es)

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17 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:10

Teste de velocidade de chama com HHO concentrado na área de ignição:

Aqui tem que ser HHO e não precisa ser muito, ou com expectativas de pouco HHO. Se faria a admissão da mistura combustível primeiro e deixaria a turbulência acabar, depois se injetaria uma pequena porção de HHO em uma pre-câmara de combustão onde estaria a vela de ignição. A ideia é ter uma mistura separada, abaixo a mistura de combustível normal e acima, concentrado somente ao redor da vela de ignição, o HHO.

Isso difere da primeira experiência porque precisa ser HHO e no primeiro teste poderia ser apenas hidrogênio (talvez com um pouco mais de ar para queima-lo). Difere porque no primeiro a mistura combustível, a ser acelerada, se mistura perfeitamente ao hidrogênio acelerador, mas nesse teste o HHO fica separado, concentrado na região da vela.

O motivo desse teste ter de ser com HHO e não com hidrogênio puro é que HHO queima mais rápido por já ter combustível e comburente na proporção estequiométrica. Quanto se mistura HHO na mistura combustível, essa super velocidade do HHO cai para uma velocidade grande, mas não tao grande quanto a do HHO puro, que é a velocidade de queima do hidrogênio.

Como a super velocidade do hidrogênio ou a hiper-velocidade do HHO vai afetar a velocidade lentinha da mistura combustível, esse é o motivo desses dois testes.



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 18:39, editado 4 vez(es)

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18 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:11

Aplicando o conhecimento adquirido a um motor de verdade:

Até agora fizemos uma combustão apenas em condições controladas, somente para saber se o hidrogênio ou o HHO, em duas abordagens diferentes, podem acelerar a combustão do combustível principal.

Agora tentamos migrar essa conhecimento para um motor real, um gerador de eletricidade movido a motor a combustão. Usando um motor estacionário, que gera energia elétrica e pode ter sua carga variada com um mero aparelho elétrico que consuma essa energia, coisa que todos temos em casa, substituindo um caro dinamômetro, isso vai facilitar a migração da combustão controlada para a dinâmica combustão de um motor.

Isso vai te permitir saber se a velocidade aumentada da chama no teste anterior, se consegue ter resultados práticos em um motor.

Esse teste deve medir todos os efeitos positivos do HHO, ou hidrogênio, no motor. Somente depois de reunir todas essas informações, se deveria ir para os próximos passos, que seriam um motor que anda por ai, que te leva para passear.

Note que até aqui tu não teve um problema, de onde tirar a energia para fazer o HHO, ou hidrogênio, também o espaço para os equipamentos, nada disso é problema, ainda. No próximo teste as coisas vão mudar.



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 18:41, editado 2 vez(es)

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19 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:11

Finalmente andando com combustão auxiliada a hidrogênio ou HHO:

Aqui eu começaria com um veículo pequeno, pode ser um cart, uma moto, um carro carburado, algo simples e não um moderno e complicado carro de passeio, principalmente se for aquele que tu leva a patroa para passear, junto com a filharada e até netos.

Aqui, tu vai ter que resolver o problema da energia para gerar o HHO no veículo, ou aceitar um cilindro pré-abastecido de gás hidrogênio, jamais pré-abastecido de HHO. Aqui tu resolve problemas de espaço. Aqui tu prova que o HHO pode ser usado em um veiculo automotivo.

Pode ter sido um sucesso até agora e somente nesse ponto, somente quando perdemos o acesso a energia fácil e o espaço grande de sua garagem, somente nesse momento o HHO, ou hidrogênio, pode se mostrar inviável.

Percebem que foi um grande erro testar o HHO direto no motor? Muitas perguntas ficaram e ficarão sem respostas se um teste adequado, com etapas de desenvolvimento, não for feito.



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 18:47, editado 6 vez(es)

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20 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:11

Tudo que foi dito até aqui nesse tópico (a parte relevante, claro, não o vírus huguiano), existe na integra e até mais explicado na discussão dos vários integrantes desse fórum espalhados em vários tópicos diferentes. Pouca coisa deve ter sido acrescentado.

Contudo, foi reclamado que isso está espalhado e de difícil acesso. Eu concordei e fiz esse resumão aqui.

Claro que ficou um resumo enorme de ser lido, faltou imagens que falam mais que 1000 palavras, mas o assunto é extenso, polemico e sem uma concordância geral sobre quase nada. Daí que cada afirmação tem que ser argumentada para ter valor e depois de tanto escrever ainda colocar imagens ficou muito cansativo para mim.

Se no meio de tanta informação algo ficou mal explicado, tu precisar de um desenho que fale mais que 1000 palavras, quiser mais algum esclarecimento, deixe sua dúvida e sugestão que eu respondo.

Se outra pessoa quiser explicar, esclarecer alguma coisa, também fique a vontade.

Se alguém quiser corrigir ou acrescentar alguma coisa, também fique a vontade.

Se alguém quiser escrever merda só para atrapalhar, bem não vou dizer para se sentir a vontade, mas posso lhe dizer que ninguém vai lhe impedir. No máximo vamos lhe desejar que seu micro quebre, que sua internet pare de funcionar, que você arranje uma namorada/namorado que lhe distraia e te leve para longe daqui.



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 18:48, editado 3 vez(es)

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21 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:11

Quem já leu até aqui, talvez devesse voltar e ver que eu preenchi espaços estrategicamente deixados em branco. Pode ser que tenha alguma informação de interesse que não estava lá quando tu passou pela primeira vez. Volte um pouco e confira!

Isso é necessário por causa de um vírus que esse fórum tem, que é um proselitismo a favor da invasão ET, também chamado de proselitismo Huguiano.


Imagem do proselitismo Huguiano



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 18:49, editado 1 vez(es)

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22 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:12

O vídeo abaixo mostra uma das ideias aqui discutidas, que seria injetar o HHO na região da vela de ignição, para que na hora da ignição o HHO não esteja espalhado pela câmara de combustão, mas esteja ali, no entorno da vela, sendo acendido por essa como uma tocha. Essa tocha é que acenderia a mistura principal logo abaixo.

Vantagem: Uma iniciação de combustão muito mais potente que apenas uma centelha da vele de ignição. (Já explicado anteriormente)


Tocha HHO como ignição



Última edição por ET-e-HHO-existe em Ter 30 Abr 2013, 03:43, editado 4 vez(es)

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23 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:12

No link indicado e citado abaixo tem uma coisa que queria destacar. Leiamos o texto e depois eu comento:



ET-e-HHO-existe escreveu:
Sonda lambda e mistura pobre. Aqui começa a farsa do HHO!

A mentira:

“O HHO provoca no seu motor uma queima perfeita, por causa disso sobra oxigênio na combustão. A injeção eletrônica, com seu sistema de correção de injeção de combustível, ao detectar sobra de oxigênio injeta mais combustível e o carro ao invés de economizar com a queima perfeita passa a consumir mais. A solução é usar um extensor de sonda lambda ou um EFIE que corrige o sinal da sonda lambda. Ainda podendo usar um EFIE de MAP/MAF como opção de correção desse engano. Isso acontece porque nossos carros não estão preparados para as benfeitorias que o HHO pode trazer ao motor.”

Já li outra mentira assim:

“As montadoras programam a injeção eletrônica para que se for percebido um consumo menor do que o desejado pela máfia do petróleo, então a injeção injeta, desnecessariamente, mais combustível só para que a media desejada de consumo seja atingida”.
...
Porque é mentira que o HHO produz uma sobra de oxigênio na combustão?
...
Vejamos os cenários possíveis para que a introdução do HHO no motor provocar um aumento na taxa de oxigênio na exaustão:
...
5)- O HHO e seus vapores estariam alterando os sensores MAP/MAF e fazendo a injeção eletrônica pensar que entrou mais ar do que a realidade. A injeção eletrônica vai injetar mais gasolina do que o necessário e a mistura ficará rica. O sistema de correção da mistura vai detectar o erro e tentar diminuir a quantidade de combustível, mas como a correção estará fora da faixa do correção a injeção passa a ignorar o sistema de correção, indicar a falha no painel e vai continuar a sobrar combustível e o aumento de consumo certamente ocorrerá. Só que nesse caso ao medir o sinal da sonda lambda esta indicara mistura rica, ou falta de oxigênio.
...

É uma alegação recorrente e muito conhecida, que para usar HHO em carros injetados é necessário o uso de um aparelho chamado EFIE, que corrige o suposto excesso de oxigênio que aparece com o uso do HHO e que só é notado em carros injetados.

Essa alegação sempre me deixou perplexo, afinal, de onde surgiu essa ideia sem nexo? O que acontecia realmente que levou a alguém inventar essa justificativa ignorante (ignorância = falta de conhecimento) e que, infelizmente, foi tão amplamente divulgada e aceita por todos, inclusive por quem se diz "mestre" no HHO?

A explicação é o item (5) destacado no texto acima.

O cenário seria o seguinte:

O cara coloca HHO no seu carro injetado, introduz o HHO abaixo da borboleta, região de alto vácuo. Ao testar o HHO, surpresa! O carro passou a consumir mais e a luz do painel passa a indicar falha na sonda lambda. Que motivos fez o cara pensar em "sobra de oxigênio" que faria a sonda comandar mais injeção de combustível de forma louca e irreversível, não sei qual foi. Agora, se o cara pensasse em sobra de combustível, ele teria acertado na mosca!

Pode acontecer, se acontecer agora tu sabe o que foi e que não foi sobra de oxigênio e sim sobra de combustível. Vejamos o resumo:

HHO cheio de vapor, causado pelo vácuo do motor entrar no sistema gerador de HHO e borbulhador, provocando fervura da água em temperatura ambiente, faz uma grande quantidade de vapor, que se comporta como um gás, entrar no coletor de admissão. Como a ECU precisa saber quanto ar entrou para saber quanto combustível injetar, ao entrar o ar + vapor a quantidade total de gases no coletor de admissão fica maior e a ECU pensa que é tudo ar, mandando mais combustível que o ar realmente presente poder queimar. O sistema de correção de mistura, que tem por sensor base a sonda lambda, tenta corrigir isso, mas se a quantidade de vapor for grande demais esse sistema de correção não consegue e passa a acusar erro na sonda lambda.

Pense nisso antes de comprar uma inútil EFIE de sonda lambda. Vá na raiz do problema: Ou tu acaba com o vapor excessivo do HHO, ou tu tapeia o sensor MAP que mede a pressão dentro do coletor de admissão.

Olhe esse esquema simples que talvez seja melhor que seu EFIE de sonda lambda que acompanha o seu kit de HHO.




Última edição por ET-e-HHO-existe em Qua 15 Maio 2013, 06:06, editado 7 vez(es)

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24 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:12

espaço reservado

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25 Re: HHO para iniciantes em Sab 20 Abr 2013, 07:12

Espaço reservado...



Última edição por ET-e-HHO-existe em Dom 28 Abr 2013, 18:50, editado 2 vez(es)

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26 Re: HHO para iniciantes Hoje à(s) 09:01

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